quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ogum iê, salve Jorge da Capadócia!


Olá pessoal!

Caramba exatamente um mês sem postar!!!!
Humildemente peço mil desculpas, porém, estava meio pegado em meus mais diversos campos de atuação. rsrsrsrs
Trabalho, casa, filhas, chuvas, filantropias...
Então... estou de volta e pronto para tocar pra frente essa coisa boa que é blogar.
E nada como recomeçar falando de uma das coisas que mais me deixa feliz, o meu lado religião, fé, crença, amor, e assim dizendo aos que não me conhecem pessoalmente, meu lado espírita e altamente praticante do reconfortante espiritismo e espiritualismo critão estudado, pesquisado, e não somente dito vulgarmente, como muitos conhecem esteriotipado de macumba, - e diga-se de passagem, macumba é tão somente um instrumento musical, de forma parecida ao nosso reco-reco, muito utilizado pelo negros africanos de outrora, em seus cultos religiosos - e é esse lado religioso que me leva a conquistar espaço precioso em meu tempo reencarnatório do agora, do resgate de karmas e deleite de darmas.
Pois bem, sendo assim vou deixar aqui uma das mais belas histórias de um santo católico, cristão e seguro de seus propósitos verdadeiros, a propagação do amor e fé em Cristo Jesus, e a correlação feita, deste santo católico a um orixá, o qual nós espíritas rendemos muitas homenagem nestes próximos dias.

Salve Ogum!

Ogum - imagem www.google.com.br

Ogum

Diz a lenda, que os negros escavos vindo de além atlântico, trouxeram para cá, não somente sua força de trabalho, mas também, nos agraciaram com sua fé inabalável em seus cultos religiosos e crenças nas forças da natureza.
Ogum e São Jorge, são extremamente diferentes entre si, contudo, a relação estreita entre os senhores de escravos e o catolicismo, e ainda a imposição destes senhores, à aceitação dos escravos africanos a esta religião, obrigou aos escravos se fazerem utilizar de maneiras não muito ortodoxas, na rendição de homenagens os seus próprios orixás.
Estes orixás eram representados por pedras magnetizadas, conhecidas em vários seguimentos espíritualistas como "itá", e então os negros escravizados conhecendo os santos católicos, fizeram uma correlação aos mesmos, identificando características comuns entre os cristãos santificados e as forças da natureza, ditas como vibrações de orixás.
Ogum, senhor das guerras, detentor do conhecimento das armas e manipulador dos metais ferrosos, seria muito parecido com São Jorge, centurião romano e vencedor de inúmeras batalhas em defesa dos ideais dos impiedosos Césares.
Tendo as paróquias da época, seus altares com imagens representando cada santo católico, os negros escravizados então, colocavam as pedras magnetizadas sob cada altar, e em cada comemoração aos santos católicos, os escravos iam até o altar e ajoelhavam batendo a testa (chakra frontal) no chão, e assim rendendo homenagem ao orixá, e não ao santo católico exposto na parte superior do altar, deixando parecer que rendiam a tal homenagem ao santo católico em questão.
Desta maneira, os escravos com o tempo, perdiam somente a força corporal, contudo, sua força mental identificada no conhecimento das forças ou vibrações espirituais, permaneciam intactas, e sendo passadas de geração em geração, até os dias atuais.

Salve Jorge da Capadócia!


São Jorge
Um dos santos mais conhecidos de nosso país é lembrado mundialmente como patrono de pelo menos cinco localidades diferentes: Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha e Lituânia.
Pouca coisa se pode afirmar com certeza sobre a infância do homem originador da lenda. São Jorge (275 – 303) nasceu como Jorge de Anicii na antiga região da Capadócia, hoje parte da atual Turquia. Ainda criança foi para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai, oficial do Império Romano, em batalha. Sua mãe, que era originária de lá, tinha muitos bens e o educou da melhor maneira possível.
Quando atingiu a adolescência, optou pela mesma carreira de armas de seu pai em grande parte devido a sua índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano graças a sua dedicação e habilidade, que o fizeram receber do Imperador o título de Duque da Capadócia.
Quando completou 23 anos, foi viver na corte imperial em Roma, onde assumiu o cargo de tribuno militar. Nessa época, sua mãe faleceu e ele, de posse das riquezas restantes da família, ficou em Roma. Porém, lá teve a oportunidade de verificar por si mesmo a crueldade com que os romanos tratavam os cristãos. Tomou então uma decisão que marcaria sua vida dali para frente: distribuiu o que havia sobrado de sua riqueza para os pobres.
À época, o imperador Diocleciano conduzia a maior perseguição de cristãos da história de Roma. Chegou de fato a emitir um edito que condenava os seguidores da fé, mas no mesmo dia em que isso aconteceu Jorge levantou-se no meio da declaração do edito e, dizendo-se espantado com a decisão, afirmou que os deuses adorados nos templos eram falsos.

Capadócia - imagem www.google.com.br

Morte e Santificação
Ao perceber que um dos seus havia pronunciado tais palavras, houve choque na corte. Um cônsul o interrogara sobre aquelas palavras e Jorge respondera que falava em nome da verdade. Quando perguntado pelo mesmo cônsul sobre qual era essa verdade, o futuro santo responde apenas: “A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade”.
Diocleciano ainda tentou fazer com que Jorge desistisse de sua fé e torturou-o de vários modos. Ao fim de cada rodada ele perguntava se o condenado renegaria a Jesus para adorar aos deuses. Jorge reafirmava sua fé e era novamente torturado. Sua tortura comoveu várias pessoas da corte, incluindo a mulher do imperador que se converteu ao cristianismo.
Como não teve êxito, o soberano mandou degolá-lo em 23 de abril de 303, na Nicomédia, Ásia Menor.
Os restos mortais de Jorge foram levados para Lídia, onde ele crescera junto a sua mãe. Lá, ele foi sepultado e, anos depois, exumado por ordem do imperador Constantino que construiu em sua homenagem um oratório suntuoso para que sua mensagem fosse espalhada pelo Oriente.
No século V já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas ao santo. Nos primeiros séculos após sua morte havia no Egito quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao santo. Na Itália era o padroeiro da cidade de Gênova. O imperador Frederico III da Alemanha dedicou-lhe uma ordem militar e na Inglaterra tornou-se o santo padroeiro da Ordem da Jarreteira e protetor dos cruzados quando tentavam recuperar a Terra Santa.
http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/5/imprime72286.asp


É isso pessoal, linda história não é?
Ogum iê, salve São Jorge guerreiro!!!!

Bom feriado para todos e fiquem na paz de Deus!

Beto Ribeiro

8 comentários:

www.blogger.com disse...

Querido, Betooooooo
Saudações Rubro-negras e piscinas. Desculpe a demora em aparecer por aqui. Vc como sempre com belas palavras e muito estudo, né? Adorei conhecer a história de fé desse irmão de luz que é São Jorge.
O sincretismo é um grande exemplo do poder que cada um de nós têm de contornar o sistema opressor sem nem mesmo precisar de um embate aberto. Nada como a criatividade e vontade de fazer o Bem.
querido, muita luz e coragem nesse dia de energia guerreira e de fé.
beijos mil
te adoro
line

Graciete disse...

Oi mermão,
Gostei muito de saber sobre a vida de São Jorge e do sincretismo com o catolicismo, muito interessante.
A galera afro, na época, não era fácil não, enganava o clero numa boa. Posso dar uma sugestão para o próximo assunto do blog? Fale sobre os livros sagrados da várias religiões e seus mandamentos. Acho que as pessoas vão gostar bastante.
Parabéns pelo Blog, está lindo!
Bjs.
Seca.

Beta Bernardo disse...

Como assim, você acha que eu não tinha vindo aqui?
Eu tinha lido a história de Jorge e até comentei com minha irmã. MAs acabei não comentando pelo tempo corrido! Agora tô aqui me redimindo!
Obrigada pelo seu carinho sempre! Suas palavras várias vezes me confortaram e ainda confortam... pronuncie-as sempre! rs.
Bom cruzar com pessoas assim pelo caminho, viu?
Ovbrigada pela aula de história! Adorei!
Bjks, Beta

Anônimo disse...

fico legal

Luiz Eduardo disse...

Fala Betão, salve Jorge da Capadócia, amigo ele merece além das homenagens todo o nosso respeito, SALVE MEU PAI OGUM !!!
Ficou 10, um grande abraço !!!!

Rosi disse...

Beto
Vim retribuir a visita gentil que fez lá no Mundinho. Também já o conhecia dos inúmeros comentários do Criative-se e já haiva espiado por aqui também.
Muito bom saber que vc também é espírita e que maravilha ver essa bela história aqui.
Bem gostei daqui e prometo voltar. Fique a vontade para fazer o mesmo.
Um abraço

Libia disse...

Nossa Beto, ficou muito bom...
Beijos!!

Beto Ribeiro disse...

Olá meus queridos!!!!

Aline, Seca, Beta, André, Dudu, Rosi e Líbia, obrigado pelo carinho.
É muito legal saber que somos úteis de alguma forma, nos renova o dia.

Beijo grandão e fiquem com Deus!

Beto.