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terça-feira, 1 de março de 2011

Minha Mana...

Im Memoriam...

Daise de Souza Ribeiro - minha irmã!

Olá pessoal!!!

Hoje vou contar uma história, e também fazer um agradecimento...

Rio do Ouro, bairro do Município...  metade de Niterói e outra metade São Gonçalo, um lado saneado e o outro não, um lado enchia nas chuvas e o outro não, mas os dois lados muito pobres, nos idos de 1958, em 27 de fevereiro...
Uma família também humilde, mas cheia de fribra, com mãe leoa, e 4 filhas ainda miúdas, e essa 3ª era bem miúda, nascida no tempo, mas de difícil aceitação do lado de cá. E que dificuldade de ficar grande...

Andou pela primeira vez em plena Festa de Santa Therezinha. Que lindo ela andando atrás do pombo solto diante do altar, tinha já quase 5 anos, se sentia livre para voar com ele. Choro certo e correto agradecimento da mãe leoa, que nas imediações de seus bracinhos finos e fracos, estendia-lhe ao abraço, em busca do conforto de senhora atenta. rs (minha mãe)

Cresceu a menina, aos trancos e barrancos, arrancando vida de dentro de si, com a força das grandes amazonas, e matrizes de família, forma de mulher, guerreira por ser, fiel às crenças divinas, mas sem se deixar enredar pela religião dogmática, que fizera o batismo, a primeira comunhão, as missas, as ordens cristãs e tudo que pudesse levar direto ao ceu. rs Difícil a menina... mas livre e forte como o vento.

Buscou o sonho de liberdade constantemente, não tinha rédeas ou cabresto que a prendesse, nem meias palavras ou palavras inteiras que segurasse a voz esganiçada de tonalidade sutil e altíssima de timbre, a sufocar muitas vezes meus ouvidos em grandes falações. rs

Cresceu, crescemos, avistando um ao outro, em tempo desiguais, mas nos amando como deveria sempre ser. E foi assim, mana defensora, brigadora,  até por docinho em saquinhos de setembro, mas principalmente por fazer sempre valer opinião firme de pisciana dura na queda, e simples no afago, guerreira no campo e de alma pura como neve em defesa de quem nunca até sabia que... Mãe de filho de outros e mulher que poucos saberiam conhecer.

Tive sim, o prazer de conhecer e conviver com essa Daise, irmã minha, terceira na ordem dos irmãos Ribeiro, filha que zelava pelos seus, que presenteava a todos em seus momentos intermináveis de alegria, em viver cantando e sorrindo.
Estudamos juntos, trabalhamos juntos, vivemos juntos, mesmo não estando junto em sua partida, mas, estive junto em pensamento e direcionamento ao seu bem, ao seu Deus, ao nosso Deus.

Disse-lhe inúmeras vezes que a amava... como fui abençoado nestes momentos em olhá-la em olhos diretos, dizendo fique firme menina, tens a força dentro de você que irá conduzí-la até ao Pai. Recebi o presente de orar por ela em um de seus momentos mais tristes, e me fiz de pai em sendo mais novo dos irmãos.

Sinto hoje uma paz profunda em acreditar que estás bem, cumpridora de deveres contratados antes de chegar, íntegra, honesta, mãezona, grande esposa, enorme irmã, tia, e filha mais que querida.
Homenagem simples, mas que te sinto merecedora mais ainda, por ser você minha mão direita, esquerda, em momentos difíceis, voz de muitos outros em necessidades incontáveis, fonte de vida de crianças entregues a sorte e mulher, principalmente mulher com um "M" mais que MAIÚSCULO, beirando ao Maior, ao Mais belo, ao Majestoso dom de ser você.

Parabéns minha irmã, não pelo aniversário de sua partida, mas pelo grande 27 de fevereiro de sua chegada até nós, e durante esses 51 anos que nos brindou com sua maneira linda de ser, voz fina, riso farto e  música que afirmava que cantava... "Mia Gioconda". rsrsrs
Com você tristeza nunca teve vez, então, estejamos certos que nos encontraremos e daremos grandes gargalhadas disso tudo, e que cada um que venha a ler este post, dê um sorriso, e esse sorriso se converta em oração em direção a ti, confortando e te deixando mais e mais perto do Pai.

Como você sempre dizia: "Tô nem aí pro crime..." kkkkkkk

Deus te abençoe minha maninha, muita luz e obrigado por tudo de bom que nos deixou, querida!

Valeu pessoal, bom carnaval, sem excessos.

Beijo no coração de todos e fiquem com Deus!

Beto Ribeiro   

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Profissão: "Pai."

Pai Integral!


Olá pessoal!!!!

Engraçado né?
Estudamos a vida inteira para termos uma profissão daquelas que todo mundo quando ouve a gente falar, faz igual aquele gatinho do youtube, "wóóóóóóóóóóóóóóóóóó" kkkkkkkk, porém eu,  além de fazer algumas coisinhas - lícitas é claro! -   pra ganhar uma graninha, considero a minha profissão meio diferente, sim, sou "Profissionalmente Pai", sério!!!!! rsrsrs

É... Tubulação Industrial... Projetos de Engenharia Elétrica... Subestações industriais e prediais... Designer... tudo isso há mais de 25 anos, ratazana de gráfica desde a década de 80 (século passado), inventor de inúmeras maneiras de bancar os gastos do dia-a-dia...
Caramba!!!!
Mas... desde que conheci esta profissão de Pai Integral, não consegui abrir mão do que ela me proporcionou. hehehehehehe

No início fui meio sem jeito, aprender na marra a sentir aquele cheiro não muito legal, das coisas que vem nas fraldas, graças a Deus descartáveis, que já existia sim, há 14 anos atrás. Depois aprender também os outros cursinhos, que servem como pré-requisito ao curso profissionalizante de Pai do século 21, hahahaha, isso mesmo, eu altamente auto-didata, fazendo este tipo de cursinho. Fala sério, né?!
Adorei!!!! kkkk

Thaís Ribeiro - Ribeirídeos 1

Fiz então, um curso de férias, me especializando em multiplicação dos dias, ou melhor, das horas. Acordava cedão, agitava a arrumação da casa, pois, a profissional mãe, saía para trabalhar fora, e eu trocava gradativamente o trabalhar fora, pelo trabalhar dentro e sem experiência na nova profissão, estava ficando cada vez mais dentro, na clausura mesmo, parando quase a respiração!!!! kkkkkkkk

A profissionalização era praticada com uma menina linda, o bebezão da família "Ribeirídeos" kkkkk, e era mais ou menos assim: Dar o café da manhã, limpar a cozinha enquanto ela via uns vídeos de desenho, depois preparava o almoço, dava banho, penteava os cabelos, com tudo que tinha direito, de lacinhos a tranças, fazia as unhas, só não pintava, colocava o almoço e... a soneca da tarde, porque bebe não é de ferro.
Depois da soneca, o passeio pelas ruas próximas e a aula de tradução para o "ribeiridioês" rsrsrs, sim, as traduções do que o bebe falava.
"peluco", o que seria? Duas longas semanas para descobrir que a palavra seria "peru". Ave mesmo!! Que estava sendo criado em uma marmoraria que passávamos em frente, em nossos passeios.
Mais tarde... "Pápica". Seria o quê? PIPOCA!!!!! kkkkk
E por aí foram as aulas de tradução infantinês. rsrsrs

Marina Ribeiro - Ribeirídeos 2

E três anos a mais... veio outra bebezinho... e eu disse, "hahahaha vai ser moleza!!!!!" kkkkkk
E nesse período eu estava totalmente trabalhando dentro, com o meu estúdio plenamente adaptado em de casa, horário de "trabalho artístico", diga-se de passagem, das 8 da noite até as 4 da manhã, acordando entre 6 e 7 da manhã e fazendo tudo quase igualzinho.

E bem seguro de que sabia tudo. Mais uma vez me ferrei!!!! Nunca vi duas pessoas tão diferentes!!!!!!
Tudo novo de novo!!! Acho que já li isso em algum lugar.
Será que isso fazia parte do aprendizado profissional? Será que eu teria que fazer mestrado para aprender a lidar com gente pequena? Xiiiiiiiiiiiiiii...

Aí começaram os trabalhos escolares, impressões, pesquisas, desenhos, maquetes... "Paiiiiiiii... tenho que entregar esse trabalho amanhã. Dá pra me ajudar?" "Pai amanhã vem as meninas aqui em casa para fazermos o trabalho. Dá pra fazer aquela lasanha?" " Tio Beto, vc não acha que assim fica melhor? Esse professor é um ó mesmo, né?" kkkkkk

O meu mestrado foi então sair de casa...
E encontrar muito mais crianças, nas aulas de jazz, nas reuniões escolares, - que durante muito tempo eu era o único homem presente - nos trabalhos que desenvolvi para outras escolas, nas diversas amizades daquelas crianças, que se tornaram homens e moças lindas, e continuam me chamando de "Tio Beto", e na satisfação de ter abraçado esta "Profissão de Pai", como a minha ponte ao exercício do amor incondicional que tento praticar, durante estes anos.

Obrigado Thaís, Marina, Ana julia, Alícia, Lorena, Milena, Taís, João Paulo, Marcos Aurélio, Bernardo, Aninha, Biatriz, Roberta, Ana Luíza...

Aqui tem vários filhos também

Bem... acho que deu para ilustrar mais ou menos o que é ser Profissional Pai, não é? hehehe
E uma frase de uma amiga querida, em um papo nas madrugadas do Facebook, me deixou extremamente emocionado e feliz.
"É... você é igual ao meu pai, deve ser mal do nome... Betinho!!!"
Se ela lembra assim com tanto carinho do Betinho dela, tomara a Deus que outros se lembrem do Betinho aqui, com todo esse carinho, aí sim, eu teria a certeza que o meu trabalho teve sucesso.
Aí pessoal, não basta ser Pai, tem mesmo que participar!!! (Isso é plágio!!!! kkkkkk)

Beijo no coração de todos, fiquem na paz de Deus!

Beto Ribeiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A massagem da saudade!

Olá pessoal!!!

Sou pessoa de poucas saudades, porque sempre gostei de viver o presente intensamente, seja que época for, mas intenso o momento tem que ser, com paixão!
Porém, acordei meio assim, sentindo falta de um lugar muito distante, uma cidade que não mais existe em minha visão,  um lugarejo que me fiz gostar de guardar dentro do peito, de uma rua sem asfalto, onde podia andar de casa até o armazém, e comprar balas mexendo naqueles baleiros que rodávamos, que o acúcar vendido, não era em saco fechado, ficava bem pertinho dos nossos dedos, como núvens que poderíamos tocar e levar o ceu até nossa boca, e sorrir deliciosamente depois, com a travessura infantil.
Lugar que guardo em cor sépia, contudo, multicolorido na memória, de quando brincava no quintal com o verde lindo do abacateiro gigante, pé de guando - um tipo de ervilha que faz-se tal feijão -, jambo, carambola, manga... caramba sinto o cheiro agora!!!

Tempos difíceis, mas que para uma criança eram mais que maravilhosos.
Um cicle de um lado, uma igreja católica atrás de casa, que dava para subir e chegar até lá por um barranco rsrs, uma igreja evangélica em frente, do outro lado da rua, uma policlínica ao lado esquerdo, e um monte de amigos que nos ajudavam em momentos complicados, mas que para mim, mágicos na lembrança.
Um barquinho verde em minha visão era tudo de bom, mas nos tirou da enchente, assolante nos idos de 1968, eu era quase bebe, mas lembro, deveria ter uns 5, onde a preocupação maior era com os dois cachorros pastores, Rint e Lasse, amigos inseparáveis, de inúmeras histórias.

Minha mãe guerreira, saía em busca do sustento, e esperávamos naquela ansiedade de matutos, a sua chegada.
Oba!!! Quantas maçãs e peras trazidas de Niterói. E nós cinco em volta daquela mesa, para comer biscoito de bichinho, horríveis por sinal rsrsr, mas que para mim eram os melhores, e que de uma forma meio estranha, me ensinaram quais bichos eram aqueles. kkkkk

Ah, a compra do bendito conga! kkkkk
A medida do pé era tirada com barbante branco, porque lá o pé não tinha número, tinha irmão que passava de um para o outro, e tudo era fantástico.
Não tinha ônibus a todo momento, tinha marinete de tantas em tantas horas, tinha ficha colorida, tipo biscoito maisena, redonda, sextavada, quadrada... felicidade malocar uma, mas impossível, eram entregues na saída da condução kkkkk.
E a poeira então, era nossa cortina, que ao sumir devagar, nos mostrava o sonho de ver o outro lado da rua como se fosse aquela a primeira vez.

Que maravilha, hoje, foi ver essas fotografias antigas dos meus pais, um que nem conheci, e outro que me fez tornar a lembrar que vida linda tem sido esta!

Marina e Carlos Ribeiro - meus pais - 1952


Carlinho e seus amigos - 1948


Meu pai e o cachorro que nem sei quem foi. rsrrss


Carlos Ferro Ribeiro - 1948.  Queria tê-lo conhecido.

Esse lugar não é o mundo de maravilhas de Alice, nem de OZ, mas é o meu Rio do Ouro, pertinho de Itaipú em Niterói - RJ, eternizado dentro do peito, que sinto a cor e o cheiro através de poesia que me faz vibrar e voltar a sorrir.
É... dizem que quando sentimos falta de alguma coisa desse tipo, infantil, é porque estamos ficando velhos. rsrsrsr Será?!
A maturidade doi as vezes, mas massageia o coração de maneira como só o amor o faz.

Beijo no coração e que Deus abençoe a todos.

Beto Ribeiro