terça-feira, 10 de maio de 2011

Professores em humildade!!!

Salve os Pretos-velhos e Pretas-velhas!!!



"Eu mandei fazê um baile, na fazendo do Sinhô, eu mandei fazê um baile, na fazenda do Sinhô...
Foi no dia 13 de maio, que até o escravo chorô..."

Olá pessoal!!!
Chorou sim meus irmãos e amigos, o preto-velho chorou muito e muitas vezes, somente por estar ao nosso lado, nos indicando o caminho, com a serenidade costumeira, paz, amor, e misericórdia, em sua humildade sem par, nos dando a mão como Pai Thomé, negro magro alto e muito sereno, Vovó Catarina, que para muitos Eusália de Aruanda, que em vestes nobres esbanja sorrisos e delicadezas em atendiamento as mais diversas missões em nosso solo ou em campos distantes, a velha Sinhá, que me auxilia em meus trabalhos costumeiros de sextas-feiras, dando conforto aos amigos necessitados na sub-crosta, Velha Quitéria, sabedoria e amor ímpar, na gentileza de nos abraçar com palavras doces nos levando calmamente a reflexão e ao suposto acerto, e ainda muitos mais... Maria Gonga, Maria Redonda, Cambinda, Malaquias... enfim... desprendendo todos, lágrimas de amor, em dor humilde pelos nossos erros, e com  trabalho árduo em nos indicar sempre a forma simples de encarar uma vida atribulada e tão fácil em prosseguimento na verdade cristã.

E mais... um velho de Aruanda... Pai João de Aruanda!!! Mensageiro entre dois mundos, que nos ensina com cânticos:  “A estrela no céu brilhou, a mata virgem já escureceu. Aonde anda o mensageiro de Aruanda, que até agora não apareceu?”
E nos mostra ainda, com textos maravilhosos em simplicidade e amor, nos explicando que ser preto e velho, nunca seria demérito aos trabalhadores cristãos, incansáveis em distribuição e ensinamento de como amar ao próximo na "Sua" forma em verdade.

E ainda nos explica:
“Muitos dizem que preto-velho é espírito atrasado, que não tem conhecimento e que, somente pelo fato de assim se apresentar assim já  atesta a própria inferioridade. 
Mas eu gostaria de convidar a uma reflexão. 
O que é estar atrasado ou adiantado em sua evolução? 
Se um espírito é atrasado, ele o é em relação a quem? 
Se está adiantado, como saber com certeza? 
Muitos julgam as aparências, inclusive a dos espíritos. Devemos ter cuidado ao fazer isso. É certo que não se deve crer em tudo ou em todos os espíritos, mas, daí a discriminar um espírito por ele se manifestar desta ou daquela forma preferida por ele, é preconceito típico de muitos irmãos. 
A atmosfera espiritual do Brasil, devido a seu passado histórico, é povoada de espíritos que preferem manter a forma espiritual tal qual em sua última existência, como escravo, o regime escravocrata terminou; a escravidão, contudo, permanece marcada nos céus no Brasil. O estigma deixado por ela, ainda o experimentamos. É por isso que mesmo espíritos que não reencarnaram como negros, assumem essa aparência com alguma finalidade. 
Por que não questionar também aqueles que se manifestam como frades, madres ou quaisquer formas espirituais que adotem determinados espíritos?”

PAI JOÃO DE ARUANDA 
Sou preto. Negro como a noite sem estrelas. 
Sou velho. Velho como as vidas de meus irmãos. 
Mas se sou ainda negro, é porque trago em mim as marcas do tempo, as marcas do Cristo.
Essas marcas são as estrelas de minha alma, de minha vida. 
Sou negro.
Mas a brancura do linho se estampa na simplicidade do meu olhar, que tenta ver apenas o lado bonito da vida. 
Sou velho, sim.
Mas é na experiência da vida que se adquire a verdadeira sabedoria, aquela que vem do Alto.
Sou velho. Velho no falar; velho na mensagem, velho nas tentativas de acertar. 
A minha força, eu a construí na vida, na dor, no sofrimento.
Não no sofrimento como alguns entendem, mas naquele decorrente das lutas, das dificuldades do caminho, da força empreendida na subida.
A força da vida se estrutura nas vivências. É à medida que construímos nossa experiência que essa força se apodera de nós, nos envolve e nós então nos saturamos dela.
É a força e a coragem de ser você mesmo, do não se acovardar diante das lutas, de continuar tentando. 
Sou forte. 
Mas quando me deixo encher de pretensões, então eu descubro que sou fraco.
Quando aprendo a sair de mim mesmo e ir em direção ao próximo, aí eu sei que me fortaleço. 
Sou andarilho. 
Eu sou preto, sou velho, sou humano.
Mas sou humano assim como você, sou espírito. Sou errante, aprendiz de mim mesmo. 
Na estrada da vida, aprendi que até hoje, e possivelmente para sempre, serei apenas o aprendiz da vida. 
Pelas estradas da vida eu corro, eu ando. 
Tudo isso para aprender que, como você, eu sou um cidadão do universo, viajor do mundo.
Sou um semeador da paz. 
Sou preto, sou velho, sou espírito.

Pesquisa de Texto:
Sabedoria de Preto-Velho
Autor espiritual: Pai João de Aruanda
Psicografia: Robson Pinheiro
Editora: Casa dos Espíritos

Imagem original: www.google.com.br
Imagem final: Ermitão do Giz

Então amigos, somos espíritos e por conseguinte, estamos todos em franca evolução, seja em corpo branco, preto, amarelo ou vermelho, velho ou novo, doutor ou camponês, pai ou filho, enfim... trabalhemos mais a humildade e esperemos a evolução aprendendo e cantando, louvando e orando, deixando sempre nossas lágrimas semearem nosso canto, nossa luz indicar nosso caminho, para aprendermos a olhar com o coração, e assimilar um pouco mais de sabedoria preta e velha a cada dia.

Beijo grande no coração de todos, e fiquem com Deus!

Beto Ribeiro

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amizade... como é bom!

A Grandeza da Amizade!


Olá pessoal, que dia pauleira!!! rs
Mas vamos ao que interessa, né?

Vocês já pensaram na grandeza da amizade?
Diz um grande pensador que quem encontra um amigo, encontra um tesouro valioso.
A amizade verdadeira é sustentáculo para muitas almas que vivem sobre a face da Terra. Ela está presente nos lares e fora deles, na convivência diária das criaturas.
A amizade é tão importante que já foi comparada com muitas coisas de valor. Um pensador anônimo compara a amizade com as estrelas, e aqueles que não têm amigos ele compara com os cometas, que vêm e vão, mas não permanecem, nem iluminam como as estrelas.
Diz ele mais ou menos assim:
Há pessoas estrelas e há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. O Sol permanece. Passam-se anos, milhões de anos e as estrelas permanecem. Os cometas desaparecem.
Há muita gente como os cometas, que passa pela vida da gente apenas por instantes. Gente que não prende ninguém e a ninguém se prende.
Gente sem amigos. Gente que apenas passa, sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Assim são as pessoas que vivem na mesma família e que passam um pelo outro sem serem presença.
O importante é ser como as estrelas. Permanecer. Clarear. Estar presente. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Ser amigo é ser estrela.
Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca da amizade fica no coração. Corações que não querem se enamorar de cometas, que apenas atraem olhares passageiros e passam.
São muitas as pessoas cometas. Passam, recebem as palmas e desaparecem. Ser cometa é ser companheiro apenas por instantes. É explorar os sentimentos humanos.
A solidão de muitas pessoas é consequência de não poderem contar com alguém. É resultado de uma vida de cometa. Ninguém fica. Todos passam uns pelos outros.
Há muita necessidade de criar um mundo de pessoas estrelas. Aquelas com as quais todos os dias podemos contar. Todos os dias ver a sua luz e sentir o seu calor.
Assim são os amigos estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são presença. São coragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos de escuridão. São segurança nos momentos de desânimo.
Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas, acima de tudo, uma recompensa. É nascer e ter vivido e não apenas existir.
E você?
É cometa ou é estrela?

* * *

Enquanto o desejo é chama que se consome e deixa um vazio nas almas, a amizade é bênção que alimenta e sustenta em todos os momentos da vida.
Quem compartilha apenas do desejo corre o risco de ficar só, tão logo o desejo cesse, mas quem divide a amizade tem a certeza de que nunca estará sozinho.
É por essas e outras razões que a amizade é sempre comparada às coisas belas e de grande valor.
Pode ser comparada a um tesouro...
A uma flor perfumada que jamais fenece...
A uma estrela que aquece e vivifica, ou com a luz que jamais se apaga...
O importante mesmo é ter amigos ou ser amigo de alguém, porque só assim teremos a certeza de que nunca estaremos desamparados.


Texto:
Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Fep. e no CD Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.m 02.03.2009.

Imagem final: Ermitão do Giz

Dedico esse post aos meus mais diversos e queridos amigos daqui do Brasil e também aos de um pouquinho mais longe, com um grande e apertado abraço!!!

Valeu pessoal, grande beijo no coração de todos.
Fiquem com Deus!!

Beto Ribeiro

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desdobramento...

Nossa... que isso???
Sem esbravejar levantei-me então e me coloquei a fazer o que me parecia normal e corriqueiro, dobrar aquelas roupas esfarrapadas e mulambentas, mas que naquele momento me parecia um casaco de realeza.
Era um canto sujo, em uma rua desnuda de beleza natural, a me rodear somente coisas velhas, latas, jornais rasgados, e o ceu a me servir de telhado.
E o estranho foi me perceber familiarizado com aquele ambiente...
Muro esculpido em tijolo antigo, calçada reta e larga de construção firme, leve inclinação para a direta e a rua me mostrava o seu final.
Ao longe uma figura iluminada por luz artificial me observava, sem movimentos de aprovação ou reprovação, apenas estático. Magro, em casaco de cor escura, e tom esbranquiçado de pele, eram as características marcantes deste indivíduo que a mim fitava, calma e longamente, como se me esperasse mover peças em jogo de xadrez.
"- Vai é sua vez agora."
Uma voz latente em meu cérebro gritava. Fazer o que naquele momento noturno, de nem saber direito de onde vinha, só me era correto que eu estivesse alí  naquela hora.
Fiz então o que parecia  normal, pendurei uma bolsa meio suja nas costas e me coloquei a descer a rampa lateral que me ligava ao final da rua, da casa, ou da calçada, sublime calçada que me dava guarida naquela noite fria.
Enquanto descia, nenhum medo me era aparente, me tornava parte daquele ambiente, inóspito aos olhos, porém palaciano aos seres que encontravam-se ao montes espalhados por macas, camas, ou sei lá o que.
E ao me afastar, em meu ombro senti um leve toque, e uma voz soar bem forte, como se fosse ordem: "- E então irmão, vai fazer a sua parte ou não? Irá deixá-los assim? O trabalho se faz necessário."
Me virei, olhei claramente um homem igual a mim, com uma espécie de gorro na cabeça, olhando um outro deitado dormindo com tanta atenção no olhar. Era uma espécie de enfermeiro. O outro que estava deitado vestia trajes iguais aos nossos.
Neste momento parece que lembrei como por encanto, o que tinha ido fazer ali, senti uma necessidade premente de me fazer um trabalhador auxiliando ao que fosse necessário, e que me fizesse presente em todos os momentos que eu fosse solicitado ao auxílio espiritual, aqui ou lá, em que lugar fosse, com que roupa trajasse, mas que fosse com o coração puro e com sentido do bem.
Voltei então como de estalo, me percebi ainda sonolento em minha própria casa.

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Olá amigos!!!
Talvez estejam achando estranho um relato deste na abertura do post de hoje, porém, foi fato real, em uma noite dessas. Uns acharão sonho, outros acharão puro delírio, mas o correto é que isso foi um fato concreto de desdobramento, um fenômeno normalíssimo,  e que resolvi partilhar com vocês neste dia.
Para os que ainda não tiveram a oportunidade de entender do que se trata o desdobramento, colocarei um texto abaixo, explicando e elucidando talvez o questionamento de alguns irmão, e para os que estudam e dividem comigo as mesmas crenças e opiniões, um pouco mais de recursos ao aprendizado.

Atividade Noturna do Espírito



Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).

Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.

Desdobramento
É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.

O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).
Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:
a) Conscientes: Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.

b) Inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.
Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.
Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) Voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.
Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.

d) Provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) Emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.
Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.

f) Emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.

Pesquisa de texto:

Imagem:
Ermitão do Giz

A essência do homem não está em não crer 
no que lhe parece improvável,

mas nunca tornar o improvável, impossível.



Espero que tenham gostado.



Um beijo no coração de todos, fiquem com Deus!



Beto Ribeiro

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Salve São Jorge... Saravá Ogum!!!!

São Jorge Guerreiro!



Olá pessoal!!
No dia 23 de abril, devotos do mundo inteiro comemoram o dia de São Jorge. Padroeiro de Portugal, da Inglaterra e da Catalunha, São Jorge também é protetor dos soldados, militares, ferramenteiros e ferroviários.

A devoção e o conhecimento a São Jorge cresceram no Brasil pelos escravos, que, proibidos de adorar seus ídolos “pagãos”, passaram então a fazer seus pedidos, cultos e rituais fora das igrejas, associando a imagem de São Jorge, trazido pelo Catolicismo português, aos orixás guerreiros do culto-afro. Por esse motivo é que São Jorge guerreiro possui diversas representações nas religiões afro-brasileiras; na Bahia é associado ao orixá Oxóssi, e no Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados do norte e nordeste ao orixá Ogum.

Oração a São Jorge
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge
para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,
tendo mãos não me peguem,
tendo olhos não me vejam,
e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. 
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar,
cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. 
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com
o poder de sua santa e divina graça,
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,
protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
seja meu defensor contra as maldades
e perseguições dos meu inimigos. 
Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
e que debaixo das patas de seu fiel ginete
meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus,
de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. 
São Jorge Rogai por Nós.

Ponto de Ogum
Eu tenho sete espadas pra me defender
Eu tenho sete espadas pra me defender
Eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu pai
Ogum é meu guia
Ogum vai baixar
Na fé de Zambi
E da Virgem Maria
Se a sua espada brilha no raiar do dia
Seu Beira-mar é filho da Virgem Maria
Seu Beira-Mar, beirando areia,
Seu Beira-Mar é filho da mamãe sereia

Regências
Nome - Ogum
Origem - Nigéria
Elemento - Terra
Suporte - Ferro
Domínio - Caminhos e progresso
Cores - Azul escuro e verde no Candomblé e vermelho na Umbanda
Saudação - Ogunhê
Oferendas - Feijão preto, inhame e cerveja branca
Flor - Cravo branco
Frutas - Manga espada e goiaba
Minério - Ferro
Pedras - Topázio azul e lápis-lazúli
Números - 2, 7, 14 e 21
Dia da semana - Terça-feira
Meses do ano - Abril e junho

Sincretismo
Lua - Nova
Folhas folha de palmeira; peregum nativo; folha da costa (saião)




Pesquisa texto:
Vídeo: www.youtube.com

Beijo no coração de todos e fiquem com Deus!

Feliz Páscoa!!!!

Beto Ribeiro

terça-feira, 19 de abril de 2011

Som...

Sua música...


Escuto uma música, sua música...
your song...
para ver de longe seu peito
soar batidas de um coração que pulsa como
o encantar de um sonho,
embalado em notas não cantadas,
declamadas, e sorvidas através
de olhares ou de pensares desesperados
por beijos de paixão, de amor...
Escute querida... escute a sua música,
escute a minha música, escute a minha vida,
escute o meu sorriso, escute finalmente o meu sonho,
sim, gire, gire, gire, bailarina...
termine o seu dançar, de frente ao meu sorriso,
e envolvida em meu abraço,
se deixe amar e sentir meu cantar, meu sonhar...
minha música... nossa música...
meu sorrir... seu sorrir... vem...
quero te ouvir...



Poesia... modo simples de externar o amor, carinho,  amizade...

Beijo no coração de todos, fiquem com Deus!

Beto Ribeiro

terça-feira, 12 de abril de 2011

Que cachorrinho, hein?!

Aê... sabe com quem tu "tá falano" irmão?!
Não! E você sabe?!


Olá pessoal!!!
Pastelão em Songa!!!!
Foram as duas horas mais hilárias que passei dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal. (rs)
Teve de tudo!!!!
Vou contar, vocês irão entender, e quem sabe rir também, espero.

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Sol... pressa... desespero quase... fogão me esperando em casa...
Tinha acordado cedão, depois de trabalhar até duas da manhã e deixar os arquivos das artes prontinhos em cd para entregar na gráfica, e na primeira hora.
E assim foi feito... tudo dentro do planejado... saindo da gráfica e passando na Caixa Econômica...

Karaka!!! 
Puxa vida!!! Que fila é essa, e no sol ainda por cima!!!!
Não, isso não! Tenho que fazer a comida... não vai dá tempo... então...
Liguei pra casa e avisei as crianças:
- Aê filha, tira a comida da geladeira, esquenta e coloca, que depois de meio dia chego por aí. Beijinhos do pai.
Isso eram 10: 13h. E a fila estava do lado de fora da agência, porque alguém falou que teria de ser assim.

"- Quem disse isso?" Gritou o "fortão" no meio da fila.
"- Aqui no sol, não pode ser, só aqui em São Gonçalo que acontece essa palhaçada, se fosse em Icaraí ou na Barra, eu queria ver se acontecia. Sacanagem!!!!"

E de repente o tal "fortão", com aquela camiseta amarelo ovo, tipo "papaitôforte", começou a desafiar todo mundo, em altos brados dentro da agência,(rs) e a chamar todos da fila que estava do lado de fora. E qual foi a minha surpresa, todos fomos para o interior da agência.
Tumulto total, segurança chegando de um lado, funcionários de outro, e muita gente do outro ainda. (rs)
Fila sendo formada dentro da agência...
"- Cuidado com o cachorro!!!" Alguém gritou lá dentro.
"- CACHORRO???!!!!!" "- QUAL CACHORRO???!!!!"  "- ESSE AÍ NO CHÃO!!!"

Sim, um cachorro vira-lata, acreditem!

Cada um que entrava, teria que pular um bendito cachorro que estava esparramado no chão, no meio daquele saguão imenso, se refrescando no ar condicionado.
Uns ficaram indignados, outros como eu, começaram a rir e esquecer um pouco daquela confusão e o tempo perdido naquele meio dia de soleira e pauleira.
E por incrível que possa parecer, a cada grito mais agudo, o cachorro levantava a cabeça, olhava, e tornava a dormir. Hilário!!!!!

Aí então depois da fila prontinha... tudo certo né? Nada disso!!!
O tal fortão começou a falar que aquilo estava errado, ninguém poderia ficar do lado de fora, - mas todos já estavam dentro da bendita agência - porque se fosse no Rio de Janeiro muita gente seria demitida, tal e coisa...
Começou então, a bater boca com um funcionário, que baixinho coitado, não dava para encarar o gigante.
"- Quer me esperar lá fora pra gente resolver isso?! Idiota pede demissão!!!" 
Isso aos berros.
Aí foi a vez de um dos seguranças, o "negão careca", que também ainda era mais baixo que o fortão.
"- Tu sabe com quem "tá falano" irmão?"
E o negão respondia:
"- E você? Sabe com quem "tá falano" também?"
E o fortão replicava, agora contra o pobre do cão.
"- E esse cachorro aqui dentro!!!!  Sai daí seu pulguento!!!!"
E batendo com um jornal no pobre do bicho, fez ele sair da loja.
Coitado... tava num soninho tão confortador... tão fresquinho... saiu então.

E do fundo do saguão, um ser totalmente translúcido grita: "- Minha mãe tá passando mal!!! "Comé" que fica?" "-- Passa mal não mãe!!! Agora não!!!"

E a discussão entre o fortão, o funcionário e os seguranças continuava, e como ninguém se entendia e nem prestava atenção em nada que fosse normal, nem repararam que o cachorro tinha voltado!!
Deitou de novo no meio da loja, e dessa vez ninguém disse nada, mesmo com os ânimos nas alturas. (rsrsrs)

E toca falar daqui, falar dali... saía uma senhazinha de atendimento pra um, outra senha pra outro...
E quando pensei que estava tudo beleza... um danado de um baixinho que estava na minha frente, começou a blasfemar contra uma funcionária que caminhava entre as pessoas da fila, perguntando o que cada uma faria na agência. MEU DEUS!!!!
O tal baixinho queria briga também com todo mundo, com uns clientes idosos, e até mesmo com um deficiente.

Foi então que olhei para o relógio... já estava nessa coisa há uma hora e trinta e cinco minutos, e nem tinha me tocado.
E isso tudo gente, foi somente para pegar uma senha para ser atendido dentro da agência!!!!! Acreditem?
Depois ainda fiquei mais uns 30 minutos dentro do banco para ser atendido.

Finalmente chegou a minha vez, peguei a minha senha 96, pulei o cachorro que mais uma vez levantou a cabeça e voltou a dormir, entrei no banco, saquei a grana, voltei para casa, troquei de roupa depois de tomar um belo banho, e me mandei para a cidade maravilhosa do outro lado da poça d'água, para compra um material para finalizar um trabalho. No Saara!!!!

Esta foi a minha segunda-feira (rs), muito bem-humorada por conta de um cachorrinho extremamente esperto e preguiçoso demais. (rsrsrs)
Vida de gonçalense é assim. Tem que ter humor refinado!!!! kkkk

Sorrir faz parte do aprendizado.
Valeu pessoal!!

Beijo no coração e fiquem sempre na paz de Deus.

Beto Ribeiro