terça-feira, 31 de maio de 2011

Poço...

Poço...


Estou de pé, olhando acima da minha linha de visão
estimando o tempo que subida da prisão,
poço louco que me coloquei, fosso denso em que me soltei,
barro solto a escorrer, em paredes e pernas a lamber,
e minhas entranhas a roer, a conduzir-me
sem compaixão a mais profunda sofreguidão.

E vem a dor de não saber subir,
a sensação escorregadia do porvir,
choro farto misturado a massa vermelha,
dá início a redenção centelha,
de descrição inútil a fazer aos meus olhos,
que inundam meu peito de sal,
no caminhar para cima em retomada fatal

Soco o chão, bato o pé...
mas o coração não quer,
lambe a boca seca e louca,
de areia fina a entupir-me a narina,
em vermelhidão poeril,
que aos meus olhos se abriu,
sem arbusto seco a alcançar,
como fazer... e ter forças... e rumar?

Vejo então sua mão, serena e morena,
a estender-me de fato e imediato,
a transferir-me as forças do arrasto
em vermelhidão acima, sem sorrisos ou sofrimento,
sem reparar a dor ou lamento, que um corpo desforme
se fez a rogar, a chorar, a pedir e implorar...

E o sal desfez, e o barro refez, o choro talvez...
arrebento o muro, vozes saem em urros,
tampando a audição do ouvir confortador,
e sinto forte a ilusão, de que o que eu quero é a razão,
para no peito e na mão, o fluir do perdão,
vir de encontro ao acreditar e sentir então...

E o poço era meu, e ferramenta da saída quem tinha era eu,
e também a hora da partida, a cura da ferida, 
e que ninguém, nem você poderia jamais perceber,
que morrer é apenas uma palavra, como um poço que se cava
e retorna ao topo para respirar o novo amanhã azul que virá.

Viver já é uma poesia... agradeça todos os dias por este presente.

Beijo no coração de todos, fiquem com Deus!

Beto Ribeiro

terça-feira, 24 de maio de 2011

Garimpando Arte 5!!!


"Estou ficando louco de tanto pensar..." kkkkkk
E os Titãs já falavam isto há alguns anos.


Olá pessoal!!!!
Estou de volta com o Garimpando Arte 5, a missão continua!!! rsrsrs
Em meio a vários posts, falando sobre diversos assuntos, as vezes até complicados e afetando uns e outros, - o que não deveria - estava produzindo e muiiiito, desde blogs, até logomarcas, papelaria, ilustrações, pastas ilustradas, enfim, tudo que a minha mente deixou e os meus clientes aprovaram. Esta é a melhor parte, a dos projetos aprovados. hehehe

No início do ano desenvolvi uma ilustração para colocar em pastas da educação infantil, para o Colégio Gonçalves Lêdo, e  mostrei primeiro um lay-out com a ilustração aplicada...



Agora é a pasta propriamente dita, prontinha e sendo devidamente utilizadas pelos alunos deste colégio.


Ficou legal né? A crianças adoraram também!

Outro trabalho que também deu um prazerzão danado fazer, foi a criação de uma logomarca para um cliente novo, a RJ . Controle Ambiental Ltda., uma empresa que o próprio nome já diz a que veio, não é? rs
Ela chegou com uma proposta nova e uma visão diferencia em se tratando em controle de pragas.
O conceito desenvolvido foi o de, “Controlar sem destruir”, controlar as pragas, sem destruir o meio ambiente.
E dentro deste conceito, procurei desenvolver na marca, algo que tirasse aquela visão de que dedetizador seria apenas um mata inseto, e não um interessado preservador da natureza, colocando ordem na casa e limpando os ambientes de insetos e pragas indesejáveis.

Logomarca...
Foram desenvolvidas 2 logomarcas, e algumas variações, nas cores verde e preto determinadas pelo cliente...



e a logomarca aprovada foi esta...


Mascote...
Uma baratinha, fuginho do ambiente que seria dedetizado pela RJ . Controle Ambiental...


Ilustração desenvolvida em lápis de cor sobre papel vegetal, e completada digitalmente.




O que acharam?  Achei maneirissíma!!!

É isso aí pessoal, pensar, pensar, pensar e não parar pra respirar!!! kkkkk
Que nada, sou mesmo privilegiado, trabalho no que gosto, e gosto do que faço.
E os amigos leitores que precisarem desenvolver trabalhos como estes aqui apresentados, podem falar, pelo e-mail da Zetha Estúdio, ou comentando, ficarei muito feliz em atendê-los!!! hehehehe

Beijo grande no coração de todos, fiquem com Deus!

Beto Ribeiro 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Caridade irmão!!!!



Fora da Caridade não há salvação!!!



Olá pessoal!!!!

Bem... em minhas andanças nos últimos tempos, venho participando de movimentos espiritualistas, espíritas, de caridade, enfim, tentando me melhorar a partir do que posso realizar em mim mesmo e para os outros, porém, sistematicamente encontro barreiras que me permitem, infelizmente, mudar minhas rota muitas vezes, me afastando do verdadeiros trabalho espiritual, onde diz que “fora da caridade, não há salvação.”

Ultimamente venho me questionando quanto a essa máxima, tantas vezes cantada em versos e prosas pelo grande propagador do amor Chico Xavier, e vejam bem, ele nunca disse que fora do espiritismos, do catolicismo... não há salvação. O questionamento é quanto a prática desta caridade, e presencio muitas vezes, que esta frase fica meio distorcida, quanto as ações de quem fala com grande propriedade que: “Fora do meu modelo de caridade, não há salvação.”

Fala sério, né?!
Essa maneira de proceder muda tudo, não acham? Eu acho! rs
Então... estou meio que falando o que acontece em instituições espiritualistas e espíritas, do engolimento de verdades que somente prestam àqueles que se servem dela para a autodefinição de cristão, sem parâmetros ou essência cristã, sem elo ao verdadeiro nome que se segue em relevância ao trabalho proposto pelos verdadeiros adoradores do amor que Ele pregou, e não do homem.

Escutei certa vez uma pergunta do tipo:  “ O que é ser cristão?” Acho que não sei ainda!!!
Como posso definir ser cristão, se vejo e ouço sistematicamente um monte de coisa definitivamente diferente do que eu entendo como ser cristão?!
Vejo pessoas de branco em casas espíritas, dizerem que o branco torna todos iguais perante a Deus... É mesmo???!!!
E o lado interior, e o que o “espírito” que nos visita vê tudo de todos, diz e entende?
Vejo o julgamento ao outro, que é uma prática normal do ser humano, ser levado ao extremo da falta de compaixão. E essa tal compaixão? Quando será exercida? Ah!!!! Tenha compaixão de mim, o outro pode esperar!!!

Muitos “irmãos” até dizem que deve-se fazer o trabalho assim ou assado, que invocar um espírito é assim, e evocar outro espírito é assado, doutrinar obsessor se faz deste jeito, e conversar com entidade faz de outro.
Pelo amor de Deus!!!!!
Como que se pode levar à praça, o que não se aprende em casa?!
Em meu entendimento, não existe modelo pré-programado para poder exercer o amor, simplesmente porque não se tem um modelo de como amar!!!! Ou você ama ou não ama!!!! 

Se muitos não conseguem fazer caridade plena aos seus, como conseguir isto com os outros, fora do âmbito familiar. Se o ser trai a confiança dos que mais próximo lhe estão, como falar a um espírito sem corpo, que ele deve perdoar?
Ou como então, dizer que um trabalho é melhor que o outro, se não estão sabendo sequer, avaliar o próprio comportamento, ante a luz da espiritualidade. Temos que retroceder um pouco, penso eu,  e repensar a maneira de atuarmos junto ao demais seres que nos ajudam a caminhar rumo a avolução. Para mim definitivamente... modelo de trabalho espiritual não existe, ou você faz com amor, ou não faz!

Amor é o que liberta, amor é o nos faz vivos, amor é o que nos leva além do medíocre, do mediano, do mediunismo comum ou da mediunidade simples!!! O amor nunca vai fazer ninguém menos ou mais médium, sacerdote, ou pastor que o outro, vai sim, tornar a todos os trabalhadores “CRISTÃOS”, independente do credo, da cor, da raça, e o trabalho a ser realizado, efetivamente iguais!

Continuo a afirmar que o meu coração é o meu maior guia espiritual, e as minhas ações feitas com amor, serão sempre as minhas maiores forças para continuar o meu trabalho evolutivo, dentro ou fora de qualquer instituição que eu abrace como casa de trabalho espiritual.
Falo por mim, sempre por mim!

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- Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos do homem sobre a Terra e no céu. 
Sobre a Terra, porque, à sombra desse estandarte, eles viverão em paz; e no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor.
Esta divisa é a flama celeste,  coluna luminosa que guia os homens pelo deserto da vida, para conduzi-los à Terra da Promissão. Ela brilha no céu como auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: “Passai à direita, benditos de meu Pai”.
Podeis reconhecê-los pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor. Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem, do que esta máxima de ordem divina.
O Espiritismo não podia provar melhor a sua origem, do que a oferecendo por regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Com essa orientação, o homem jamais se transviará.
Aplicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as conseqüências de sua aplicação, e a procurar por vós mesmos todas as maneiras de aplicá-la. Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e a vossa consciência vos responderá: não somente ela evitará que façais o mal, mas ainda vos levará a fazer o bem.Porque não basta uma virtude negativa, é necessária uma virtude ativa. 
Para fazer o bem, é sempre necessária  a ação da vontade, mas, para não fazer o mal, bastam freqüentemente à inércia e a negligência.
Meus amigos, agradeçam a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos. Fazei, pois, que vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.
PAULO Paris, 1860
Evangelho segundo o Espiritismo - Cap.15

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Um grande beijo no coração de todos e fiquem sempre com Deus!

Beto Ribeiro.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Professores em humildade!!!

Salve os Pretos-velhos e Pretas-velhas!!!



"Eu mandei fazê um baile, na fazendo do Sinhô, eu mandei fazê um baile, na fazenda do Sinhô...
Foi no dia 13 de maio, que até o escravo chorô..."

Olá pessoal!!!
Chorou sim meus irmãos e amigos, o preto-velho chorou muito e muitas vezes, somente por estar ao nosso lado, nos indicando o caminho, com a serenidade costumeira, paz, amor, e misericórdia, em sua humildade sem par, nos dando a mão como Pai Thomé, negro magro alto e muito sereno, Vovó Catarina, que para muitos Eusália de Aruanda, que em vestes nobres esbanja sorrisos e delicadezas em atendiamento as mais diversas missões em nosso solo ou em campos distantes, a velha Sinhá, que me auxilia em meus trabalhos costumeiros de sextas-feiras, dando conforto aos amigos necessitados na sub-crosta, Velha Quitéria, sabedoria e amor ímpar, na gentileza de nos abraçar com palavras doces nos levando calmamente a reflexão e ao suposto acerto, e ainda muitos mais... Maria Gonga, Maria Redonda, Cambinda, Malaquias... enfim... desprendendo todos, lágrimas de amor, em dor humilde pelos nossos erros, e com  trabalho árduo em nos indicar sempre a forma simples de encarar uma vida atribulada e tão fácil em prosseguimento na verdade cristã.

E mais... um velho de Aruanda... Pai João de Aruanda!!! Mensageiro entre dois mundos, que nos ensina com cânticos:  “A estrela no céu brilhou, a mata virgem já escureceu. Aonde anda o mensageiro de Aruanda, que até agora não apareceu?”
E nos mostra ainda, com textos maravilhosos em simplicidade e amor, nos explicando que ser preto e velho, nunca seria demérito aos trabalhadores cristãos, incansáveis em distribuição e ensinamento de como amar ao próximo na "Sua" forma em verdade.

E ainda nos explica:
“Muitos dizem que preto-velho é espírito atrasado, que não tem conhecimento e que, somente pelo fato de assim se apresentar assim já  atesta a própria inferioridade. 
Mas eu gostaria de convidar a uma reflexão. 
O que é estar atrasado ou adiantado em sua evolução? 
Se um espírito é atrasado, ele o é em relação a quem? 
Se está adiantado, como saber com certeza? 
Muitos julgam as aparências, inclusive a dos espíritos. Devemos ter cuidado ao fazer isso. É certo que não se deve crer em tudo ou em todos os espíritos, mas, daí a discriminar um espírito por ele se manifestar desta ou daquela forma preferida por ele, é preconceito típico de muitos irmãos. 
A atmosfera espiritual do Brasil, devido a seu passado histórico, é povoada de espíritos que preferem manter a forma espiritual tal qual em sua última existência, como escravo, o regime escravocrata terminou; a escravidão, contudo, permanece marcada nos céus no Brasil. O estigma deixado por ela, ainda o experimentamos. É por isso que mesmo espíritos que não reencarnaram como negros, assumem essa aparência com alguma finalidade. 
Por que não questionar também aqueles que se manifestam como frades, madres ou quaisquer formas espirituais que adotem determinados espíritos?”

PAI JOÃO DE ARUANDA 
Sou preto. Negro como a noite sem estrelas. 
Sou velho. Velho como as vidas de meus irmãos. 
Mas se sou ainda negro, é porque trago em mim as marcas do tempo, as marcas do Cristo.
Essas marcas são as estrelas de minha alma, de minha vida. 
Sou negro.
Mas a brancura do linho se estampa na simplicidade do meu olhar, que tenta ver apenas o lado bonito da vida. 
Sou velho, sim.
Mas é na experiência da vida que se adquire a verdadeira sabedoria, aquela que vem do Alto.
Sou velho. Velho no falar; velho na mensagem, velho nas tentativas de acertar. 
A minha força, eu a construí na vida, na dor, no sofrimento.
Não no sofrimento como alguns entendem, mas naquele decorrente das lutas, das dificuldades do caminho, da força empreendida na subida.
A força da vida se estrutura nas vivências. É à medida que construímos nossa experiência que essa força se apodera de nós, nos envolve e nós então nos saturamos dela.
É a força e a coragem de ser você mesmo, do não se acovardar diante das lutas, de continuar tentando. 
Sou forte. 
Mas quando me deixo encher de pretensões, então eu descubro que sou fraco.
Quando aprendo a sair de mim mesmo e ir em direção ao próximo, aí eu sei que me fortaleço. 
Sou andarilho. 
Eu sou preto, sou velho, sou humano.
Mas sou humano assim como você, sou espírito. Sou errante, aprendiz de mim mesmo. 
Na estrada da vida, aprendi que até hoje, e possivelmente para sempre, serei apenas o aprendiz da vida. 
Pelas estradas da vida eu corro, eu ando. 
Tudo isso para aprender que, como você, eu sou um cidadão do universo, viajor do mundo.
Sou um semeador da paz. 
Sou preto, sou velho, sou espírito.

Pesquisa de Texto:
Sabedoria de Preto-Velho
Autor espiritual: Pai João de Aruanda
Psicografia: Robson Pinheiro
Editora: Casa dos Espíritos

Imagem original: www.google.com.br
Imagem final: Ermitão do Giz

Então amigos, somos espíritos e por conseguinte, estamos todos em franca evolução, seja em corpo branco, preto, amarelo ou vermelho, velho ou novo, doutor ou camponês, pai ou filho, enfim... trabalhemos mais a humildade e esperemos a evolução aprendendo e cantando, louvando e orando, deixando sempre nossas lágrimas semearem nosso canto, nossa luz indicar nosso caminho, para aprendermos a olhar com o coração, e assimilar um pouco mais de sabedoria preta e velha a cada dia.

Beijo grande no coração de todos, e fiquem com Deus!

Beto Ribeiro

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amizade... como é bom!

A Grandeza da Amizade!


Olá pessoal, que dia pauleira!!! rs
Mas vamos ao que interessa, né?

Vocês já pensaram na grandeza da amizade?
Diz um grande pensador que quem encontra um amigo, encontra um tesouro valioso.
A amizade verdadeira é sustentáculo para muitas almas que vivem sobre a face da Terra. Ela está presente nos lares e fora deles, na convivência diária das criaturas.
A amizade é tão importante que já foi comparada com muitas coisas de valor. Um pensador anônimo compara a amizade com as estrelas, e aqueles que não têm amigos ele compara com os cometas, que vêm e vão, mas não permanecem, nem iluminam como as estrelas.
Diz ele mais ou menos assim:
Há pessoas estrelas e há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. O Sol permanece. Passam-se anos, milhões de anos e as estrelas permanecem. Os cometas desaparecem.
Há muita gente como os cometas, que passa pela vida da gente apenas por instantes. Gente que não prende ninguém e a ninguém se prende.
Gente sem amigos. Gente que apenas passa, sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Assim são as pessoas que vivem na mesma família e que passam um pelo outro sem serem presença.
O importante é ser como as estrelas. Permanecer. Clarear. Estar presente. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Ser amigo é ser estrela.
Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca da amizade fica no coração. Corações que não querem se enamorar de cometas, que apenas atraem olhares passageiros e passam.
São muitas as pessoas cometas. Passam, recebem as palmas e desaparecem. Ser cometa é ser companheiro apenas por instantes. É explorar os sentimentos humanos.
A solidão de muitas pessoas é consequência de não poderem contar com alguém. É resultado de uma vida de cometa. Ninguém fica. Todos passam uns pelos outros.
Há muita necessidade de criar um mundo de pessoas estrelas. Aquelas com as quais todos os dias podemos contar. Todos os dias ver a sua luz e sentir o seu calor.
Assim são os amigos estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são presença. São coragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos de escuridão. São segurança nos momentos de desânimo.
Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas, acima de tudo, uma recompensa. É nascer e ter vivido e não apenas existir.
E você?
É cometa ou é estrela?

* * *

Enquanto o desejo é chama que se consome e deixa um vazio nas almas, a amizade é bênção que alimenta e sustenta em todos os momentos da vida.
Quem compartilha apenas do desejo corre o risco de ficar só, tão logo o desejo cesse, mas quem divide a amizade tem a certeza de que nunca estará sozinho.
É por essas e outras razões que a amizade é sempre comparada às coisas belas e de grande valor.
Pode ser comparada a um tesouro...
A uma flor perfumada que jamais fenece...
A uma estrela que aquece e vivifica, ou com a luz que jamais se apaga...
O importante mesmo é ter amigos ou ser amigo de alguém, porque só assim teremos a certeza de que nunca estaremos desamparados.


Texto:
Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Fep. e no CD Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.m 02.03.2009.

Imagem final: Ermitão do Giz

Dedico esse post aos meus mais diversos e queridos amigos daqui do Brasil e também aos de um pouquinho mais longe, com um grande e apertado abraço!!!

Valeu pessoal, grande beijo no coração de todos.
Fiquem com Deus!!

Beto Ribeiro

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desdobramento...

Nossa... que isso???
Sem esbravejar levantei-me então e me coloquei a fazer o que me parecia normal e corriqueiro, dobrar aquelas roupas esfarrapadas e mulambentas, mas que naquele momento me parecia um casaco de realeza.
Era um canto sujo, em uma rua desnuda de beleza natural, a me rodear somente coisas velhas, latas, jornais rasgados, e o ceu a me servir de telhado.
E o estranho foi me perceber familiarizado com aquele ambiente...
Muro esculpido em tijolo antigo, calçada reta e larga de construção firme, leve inclinação para a direta e a rua me mostrava o seu final.
Ao longe uma figura iluminada por luz artificial me observava, sem movimentos de aprovação ou reprovação, apenas estático. Magro, em casaco de cor escura, e tom esbranquiçado de pele, eram as características marcantes deste indivíduo que a mim fitava, calma e longamente, como se me esperasse mover peças em jogo de xadrez.
"- Vai é sua vez agora."
Uma voz latente em meu cérebro gritava. Fazer o que naquele momento noturno, de nem saber direito de onde vinha, só me era correto que eu estivesse alí  naquela hora.
Fiz então o que parecia  normal, pendurei uma bolsa meio suja nas costas e me coloquei a descer a rampa lateral que me ligava ao final da rua, da casa, ou da calçada, sublime calçada que me dava guarida naquela noite fria.
Enquanto descia, nenhum medo me era aparente, me tornava parte daquele ambiente, inóspito aos olhos, porém palaciano aos seres que encontravam-se ao montes espalhados por macas, camas, ou sei lá o que.
E ao me afastar, em meu ombro senti um leve toque, e uma voz soar bem forte, como se fosse ordem: "- E então irmão, vai fazer a sua parte ou não? Irá deixá-los assim? O trabalho se faz necessário."
Me virei, olhei claramente um homem igual a mim, com uma espécie de gorro na cabeça, olhando um outro deitado dormindo com tanta atenção no olhar. Era uma espécie de enfermeiro. O outro que estava deitado vestia trajes iguais aos nossos.
Neste momento parece que lembrei como por encanto, o que tinha ido fazer ali, senti uma necessidade premente de me fazer um trabalhador auxiliando ao que fosse necessário, e que me fizesse presente em todos os momentos que eu fosse solicitado ao auxílio espiritual, aqui ou lá, em que lugar fosse, com que roupa trajasse, mas que fosse com o coração puro e com sentido do bem.
Voltei então como de estalo, me percebi ainda sonolento em minha própria casa.

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Olá amigos!!!
Talvez estejam achando estranho um relato deste na abertura do post de hoje, porém, foi fato real, em uma noite dessas. Uns acharão sonho, outros acharão puro delírio, mas o correto é que isso foi um fato concreto de desdobramento, um fenômeno normalíssimo,  e que resolvi partilhar com vocês neste dia.
Para os que ainda não tiveram a oportunidade de entender do que se trata o desdobramento, colocarei um texto abaixo, explicando e elucidando talvez o questionamento de alguns irmão, e para os que estudam e dividem comigo as mesmas crenças e opiniões, um pouco mais de recursos ao aprendizado.

Atividade Noturna do Espírito



Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).

Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.

Desdobramento
É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.

O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).
Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:
a) Conscientes: Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.

b) Inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.
Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.
Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) Voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.
Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.

d) Provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) Emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.
Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.

f) Emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.

Pesquisa de texto:

Imagem:
Ermitão do Giz

A essência do homem não está em não crer 
no que lhe parece improvável,

mas nunca tornar o improvável, impossível.



Espero que tenham gostado.



Um beijo no coração de todos, fiquem com Deus!



Beto Ribeiro

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Salve São Jorge... Saravá Ogum!!!!

São Jorge Guerreiro!



Olá pessoal!!
No dia 23 de abril, devotos do mundo inteiro comemoram o dia de São Jorge. Padroeiro de Portugal, da Inglaterra e da Catalunha, São Jorge também é protetor dos soldados, militares, ferramenteiros e ferroviários.

A devoção e o conhecimento a São Jorge cresceram no Brasil pelos escravos, que, proibidos de adorar seus ídolos “pagãos”, passaram então a fazer seus pedidos, cultos e rituais fora das igrejas, associando a imagem de São Jorge, trazido pelo Catolicismo português, aos orixás guerreiros do culto-afro. Por esse motivo é que São Jorge guerreiro possui diversas representações nas religiões afro-brasileiras; na Bahia é associado ao orixá Oxóssi, e no Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados do norte e nordeste ao orixá Ogum.

Oração a São Jorge
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge
para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,
tendo mãos não me peguem,
tendo olhos não me vejam,
e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. 
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar,
cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. 
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com
o poder de sua santa e divina graça,
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,
protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
seja meu defensor contra as maldades
e perseguições dos meu inimigos. 
Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
e que debaixo das patas de seu fiel ginete
meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus,
de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. 
São Jorge Rogai por Nós.

Ponto de Ogum
Eu tenho sete espadas pra me defender
Eu tenho sete espadas pra me defender
Eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu pai
Ogum é meu guia
Ogum vai baixar
Na fé de Zambi
E da Virgem Maria
Se a sua espada brilha no raiar do dia
Seu Beira-mar é filho da Virgem Maria
Seu Beira-Mar, beirando areia,
Seu Beira-Mar é filho da mamãe sereia

Regências
Nome - Ogum
Origem - Nigéria
Elemento - Terra
Suporte - Ferro
Domínio - Caminhos e progresso
Cores - Azul escuro e verde no Candomblé e vermelho na Umbanda
Saudação - Ogunhê
Oferendas - Feijão preto, inhame e cerveja branca
Flor - Cravo branco
Frutas - Manga espada e goiaba
Minério - Ferro
Pedras - Topázio azul e lápis-lazúli
Números - 2, 7, 14 e 21
Dia da semana - Terça-feira
Meses do ano - Abril e junho

Sincretismo
Lua - Nova
Folhas folha de palmeira; peregum nativo; folha da costa (saião)




Pesquisa texto:
Vídeo: www.youtube.com

Beijo no coração de todos e fiquem com Deus!

Feliz Páscoa!!!!

Beto Ribeiro