terça-feira, 26 de julho de 2011

Amigo... É bom!!!

Ter amigo é bom demais!!!!


Olá pessoal!!!
Pensei hoje cedo... Ihhhhhhhhhh não vai ter post...
Desmontar armário, afazeres domésticos, roupa na máquina... corre daqui, corre dali... mas, aí começou o dia legal.

"Oi Beto, posso fazer música de um soneto seu?" rsrsrsrs Que lindo 1!!!
Depois... telefone toca... Que lindo 2!!! 
Pessoa amiga, amada, de infância brincada e brindada com mais de 20 anos sem se ver, sem se falar, mas, parece que foi ontem...
Que bom Katia Cristina!!!

Pequeno pedaço...
Era 1972, tinha 9 anos, lugar novo, pessoas novas, mudança nova... estava pela primeira vez em solo distante de onde tinha nascido. São Gonçalo, nunca tinha ouvido falar, porque o mais longe que tinha ido era um lugar chamado Niterói, para tirar fotografia e ir ao médico, é o que ainda guardo na lembrança, de criança.
É... mais esse lugar novo, era legal, alto astral, muita gente diferente, amizades de montão, gente bonita, boa, família, crianças.
Vida diferente da minha, mais à frente, outros modos, sorridentes, acolhedores com os vizinhos novos. Amizade fácil, se juntar ao novo, que felicidade, e mais tarde muito mais tarde, 39 anos depois, sentir que era de verdade, pra sempre, e quem sabe pra depois do pra sempre.

Em uma conversa de talvez de 20 minutos, retornei a isso tudo. Reli uma vida inteira de sonhos, de alegrias, esperanças, sorrisos fartos de uma infância vivida em meio ao difícil verde amarelo do castelo da ditadura, mas, que para criança, não fazia a menor diferença.
Katia... me fez hoje retornar aos bailes de finais de semana nas casas vizinhas - antigo Hi-fi -, o Colégio Industrial - hoje FAETEC -, a volta pra casa dentro de um trem antigão, que corríamos do cobrador para não pagarmos passagem, e transformarmos aquele dinheiro em deliciosos biscoitos, quando chagássemos na estação de descida, as brincadeiras noturnas, que eram normalíssimas até altas horas, pega ladrão, bandeirinha, polícia e bandido, e outras tantas que minha memória infantil, teima em não se esquecer. rsrsrs
Crises das mais diversas... feijão, carne, óleo, açúcar, quem disse que esquentávamos a cabeça, apenas sorríamos, dançávamos, curtíamos, vivíamos uma infância, juventude... sempre imaginando, que pudesse um dia acontecer o que aconteceu hoje, um reencontro, que fosse por telefone, mas que se desse com muita alegria, amor, e a troca em felicidade!!! 

Revivemos em instantes, Elvis, amigos comuns perdidos no tempo, vida revirada em passagens quebradas, sorrisos inteiros dando boas vindas a nova vida, enfim... o melhor que sempre tivemos desembrulhado em dia de presente, dia de revista em vida ausente de corpos, mas ligadas em espírito e alegria inquebrável, por mais que o tempo passe.
Obrigado Katia, muito obrigado por fazer parte deste mundo de amizades infinitas, duradouras e que nos faz em simples papos, remoçar, mostrar o melhor que cada um tem na alma, nos dando a certeza da bênção do céu, e da oportunidade de estarmos juntos na terra.
Que lindo!!!

Pra gente, o tempo fica assim... feliz!
"Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim."
Clarice Lispector

Beijo no coração de todos e fiquem com Deus!

Beto Ribeiro

terça-feira, 19 de julho de 2011

Apenas eu... apenas só...

Olá pessoal!!!!
Já repararam que o ato de escrever sobre o amor, nos coloca cada vez mais próximos ao céu, ao éden, ao divino... rs
Quem nunca deixou marcas em um simples papel, na transcrição de um sentimento único de amor, gratidão, desilusão, fé, crença, enfim... digitais nossas e sem cópias?
Quem em um momento de suspiro de paixão, sem ter para onde externar um sentimento, deixou cair sobre guardanapos, letrinhas compondo um verso?
Ah!!! Quem também, nunca derramou uma simples lágrima de felicidade, ao receber escrito um pequeno "eu te amo", ou até um livro de edição única com "trocentas" palavrinhas de amor?
Sim pessoal, eu não sou diferente, nem o cantor o último romântico, somos muitos últimos românticos, somos muitos amantes a moda antiga, somos muitos sozinhos no silêncio da noite, e... somos muitos poetas perdidos em nossos pensamentos, alegrias e sofrimentos.
Entender o que um poeta escreve, não se faz necessário, porque quando lemos a obra, o autor passa a ser aquele que sente, aquele que transmite ao ausente a força do amor que está sendo transcrito pelo sentimento de quem enviou, e não de que escreveu.
Tenham a certeza de que cada vez que coloco um soneto, poema ou carta aqui, estou deixando um pouco de mim em quem lê e sente alguma indescritível sensaçãao de leveza e alegria, e envia a algum ser amado vibrações de um bem querer único, na vontade de concretizar um amor eterno.
Que seja então um "Apenas só..." um apenas amor, um desprendimento por instantes, na viagens incosciente ao querer perdido dentro do nosso coração, em busca do que nos é caro...



Apenas só...

Não queria que me olhasse,
apenas só... me visse.
Não queria que se sufocasse em mim,
apenas só... respondesse meu abraço.
Nunca quis que me vertesse milhões de beijos,
apenas só...  recebesse bem, um simples beijo de olá.
Não quis também que se prendesse em mim,
apenas só... que caminhasse comigo.
Sabe... me acostumei tanto a ter o mínimo,
por isso jamais esperei o máximo,
nunca esperei que se apaixonasse...
apenas só... que deixasse eu te escrever.
Ah... meu amor!
nunca quis que me chamasse assim,
apenas só... que eu tivesse essa oportunidade,
de chamar alguém de amor e receber
um sorriso como aprovação.
É... nunca quis que abandonasse nada de importante,
apenas só... que deixasse eu somar amor a você.
Nunca planejei me apaixonar por você,
apenas só... sentir uma coisa boa dentro do peito.
Nunca quis que nos afastássemos,
apenas só... sinto falta dos outros tempos
quando não nos víamos, e então nos procurávamos,
sem que percebêssemos que nos fazíamos falta.
Depois que percebi de te amava... nunca quis nada,
apenas só... que soubesse, ficasse feliz e sentisse que
seria muito mais importante a partir deste instante...

Fiquem todos com Deus e um beijo enorme no coração de cada um!

Beto Ribeiro

terça-feira, 12 de julho de 2011

Amigo Tingo...

Hoje, de algum lugar, 12 de Julho 2011.

Diga lá Tingo... quanto tempo!!!

Lembrei de você grande amigo, companheiro que não me é mais tão próximo, fico triste cara.
Quantas coisas fizemos juntos, quantas gargalhadas trocamos nos tropeços da vida, vivida em felicidade de sonhar acordado com um tempo que caberia somente a nós, sem mais um, ou mais mais, com gargalhadas frouxas pelo nada, admirado da janela da lateral da casa, dos balões colocados no ar sem espaço físico ou física...

Sinto tanta falta dos amores que tentávamos conquistar, e aplicávamos em resenha de final de madrugada, para saber onde foi o erro na negativa estonteante, é... e parece que ainda não aprendi. kkkkkk
Gargalhadas me vem a mente cara, de um tempo distante que ficou preso às músicas dos mineiros, ou roceiros americanos, ou Robertos Carlos... tempo legal, tempo sem a crueldade de verde, porque éramos garotos, meninos apenas começando a vida, descobrindo e pintando de cores reais o azul e rosa, que nossos olhos viam e a todo custo queriam deixar.

Se lembra do pé de jamelão??? Caramba subíamos lá no alto, quase chegando ao céu, para pegar o jamelão mais gordinho e redondinho, e nos maravilhar com a língua extremamente roxa, ou as broncas da D. Marina pelas manchas nas poucas roupas usáveis que tínhamos... mas que nos eram suficientes ao crescimento feliz.
E as carambolas? O jogo de peão, futebol era vício né? Se lembra, até ganhei dinheiro jogando? Mas quando quebraram o meu joelho, acabou o sonho. rsrsrs Mas foi legal, mesmo assim.

Ah!!! as brincadeiras de carniça, garrafão, pega ladrão, pera-uva-maça e salada de fruta completa, hahahaha que legal tudo era, meus neurônios agitadíssimos agem hoje, agora escrevendo a ti, como nos dias em que vivemos isto, me dosando elixir de juventude a cada lembrança viva de um passado que se confunde com o presente...  De uma mocidade que em flash, desdobra meu querer reviver e fazer igualzinho, tudo de novo. rsrsrs

É Tingo... crescemos. Mas sabe, que ainda me pergunto se foi de verdade? Porque aquelas cores permanecem, mas já não curam as dores de agora, as dores do branco na cara, ou do negro da espora nas cinturas, ou os vergões internos que minhas costas guardam.
Amigo Tingo, sinto uma ardência no nariz ao falar com você, e perco a visão pelo marejar dos olhos, que ultimamente tem sido uma constante pelos acontecimentos diários.
Sei que você se foi em viagem sem volta, em prisão domiciliar voluntária e me deixou nem sei bem quando ou aonde, mas, parece continuar guiando os meus passos a todo instante, fazendo que eu relembre as boas coisas como xarope reconfortante.

Hoje até escrevo algumas coisas, as poesias que sempre insistiu em me ensinar, e eu nunca quis aprender, mas, agora até me arrisco em escrever sentimento e enviar às pessoas queridas, digo, pessoa querida, mas até a pessoa... deixa pra lá Tingo.
E os desenho que esqueci de te dizer, são eles que me sustentam, que me dão o tal pão de cada dia, que brincávamos nas rezas da igreja, que nem vou mais, porque sou espírita, hoje já sem a vergonha de dizer como naqueles tempos, mas convícto que que existe outros lugares depois daqui, os quais com certeza nos encontraremos. rsrsrs Acredito que você rirá também. kkkk

É, Tingo... de repente a saudade bateu, deve ser por que estou muito próximo de ti, e venho contando o tempo ao invés de contar idade. Mas, espero que esteja bem e sempre dando a mão a quem precisar, com fazíamos.

Um grande e apertado abraço Tingo e que continuemos sendo um, desde sempre.
Deixo pra você o último escrito de quem sente um dia como uma pena nas mãos...

Beto.




Ir... apenas ir...

E fui... com simplório sorriso, parti...
Quando disseste que sou nada além do simples,
e falaste do sorriso como algo a não se lembrar,
me deste um belo ponto de não me deixar escolha,
me conteve como encosta em muralha íngreme
preste a desabar em coração fechado,
em portas sem tranca ou cancela trancada.
Pois fim, sem ter começo,
transferiu o amor ao tropeço,
me delirou em versos e tirou-me o lenço da chegada,
sem ao menos dizer que sim...
Oh! Doce gostar em cena aberta, dos aplausos sem mãos,
amor sem beijos, negativas sem gracejos,
interrupção sem lampejos uma outra cena.
Oh! Doce amado cansaço do cisne branco e negro que me consome,
no riso firme, no rumo franco, de não mais seguir seu leme ao léu,
e deixar seu voo sem mirar ao acariciar seus pelos,
no devaneio de amar sem a mínima chance de rever
o amor descontado do viver.
Não quero mais, não posso mais, nem mesmo
um cortejo que fere o desejo em horas necessárias
de carícias verbais, para o depois vir seco e único,
como pancada militar em coxas facéis aos braços esplêndidos.
Sim dobrei a encosta da resposta,
o cabo dos ventos que falam,
o perceber de que meu pássaro
está somente nos meus sonhos,
e aquele ermitão continua apenas no rabisco de giz,
porque enquanto acreditou no amor,
se tornou um ser meramente feliz.
Bom... sobretudo amou...

Beto Ribeiro
Fiquem todos com Deus e um beijo no coração!
Beto Ribeiro

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nossos olhos... eles falam... sorriem e abraçam também!!!

E o olhar... virou sorriso e abraço!!!


Olá pessoal!!!
Em fevereiro deste ano, dia 08, coloquei um post - Nossos olhos... eles falam! - contando sobre um olhar que havia me encantado, e que havia também, penetrado na minha alma como um dardo, me deixando meio sem ação.
Pois bem, este olhar era de uma menininha, que me chama de Tio Beto e que estuda em uma das escolas que tenho como cliente.


Brenna, a dona do olhar... um amor de criança, com um tal olhar forte, doce e questionador, que mesmo sem verbalizar, sabe o que quer, e nos passa a confiança de que a vida abrirá as portas para o seu crescimento.
Sua crença infantil confirma que o mundo ainda é bem melhor do que nós adultos, mostramos a ela propriamente, e as outras crianças.
O olhar da Brenna mudou um dia em minha vida, e hoje cumpri o prometido a mim. rsrsrs



Ela nem imaginava que eu fosse entregar o tal livrinho, mas se eu não o fizesse, a cada encontro comigo nos corredores do colégio, o seu inconsciente iria alertá-la com a lembrança do tal livrinho. rsrsrs
Criança é criança e pronto, ponto final!!! kkkk



Brenna e Tia Luciana (a Tia de 2010 - quando estava no 1º ano)

Fiquei impressionantemente feliz, e um tanto nervoso para ver a sua reação, já que este livro  era uma edição especial, o qual dei um trato muito maior do que normalmente faço, desenvolvendo uma caixinha, com berço, luva e até convite com suporte. rsrsrs Ela merece né?! rsrsrs
Então vai aqui o meu presente, sim, meu presente, porque acho que fiquei muito mais feliz do que ela, por ter tido esta oportunidade de alegrar um coraçãozinho tão lindo. Acreditem!






Este foi o trabalho que fiz, espero que tenham gostado.
E olha o presente que eu ganhei... um abraço muito bom!!!



Que Deus guie o caminho da Brenna e o de todos nós também, espalhando sempre luz por todos os cantos.
Obrigado Brenna querida, por ter me sorrido e me indicado o caminho.
Valeu!!!!

Beijo no coração de todos, muita paz!

Beto Ribeiro

terça-feira, 28 de junho de 2011

Uma Bela Flor de Portugal!



Florbela Espanca


Olá pessoal!!
Estou trazendo hoje um pouco de história e amor.
Florbela Espanca uma impressionante poetisa... uma linda mulher que andava a passos largos, muito à frente de seu tempo.
Curtam esta mulher inquieta e cheia de sofrimentos íntimos, que o puro talento transformou em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo .

Filha de Antónia da Conceição Lobo e do republicano João Maria Espanca nasceu no dia 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo. O seu pai herdou a profissão do sapateiro, mas passou a trabalhar como antiquário, negociante de cabedais, desenhista, pintor, fotógrafo e cinematografista. Foi um dos introdutores do “Vitascópio de Edison” em Portugal.
Seu pai era casado com Mariana do Carmo Toscano. A sua esposa não pôde dar-lhe filhos. Porém, João Maria resolveu tê-los - Florbela e Apeles, três anos mais novo - com outra mulher, Antónia da Conceição Lobo, de condição humilde. Ambos os irmãos foram registados como filhos ilegítimos de pai incógnito. Entretanto, João Maria Espanca criou-os na sua casa, e Mariana passou a ser madrinha de baptismo dos dois. João Maria nunca lhes recusou apoio nem carinho paternal, mas reconheceu Florbela como a sua filha em cartório só dezoito anos depois da morte dela.

Entre 1899 e 1908, Florbela frequentou a escola primária em Vila Viçosa. Foi naquele tempo que passou a assinar os seus textos Flor d’Alma da Conceição. As suas primeiras composições poéticas datam dos anos 1903 - 1904: o poema “A Vida e a Morte”, o soneto em redondilha maior em homenagem ao irmão Apeles, e um poema escrito por ocasião do aniversário do pai. Em 1907, Florbela escreveu o seu primeiro conto: “Mamã!” No ano seguinte, faleceu a sua mãe, Antónia, com apenas vinte e nove anos.

Flor ingressou então no Liceu Masculino André de Gouveia em Évora, onde permaneceu até 1912. Foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso secundário. Durante os seus estudos no Liceu, Florbela requisitou diversos livros na Biblioteca Pública de Évora, aproveitando então para ler obras de Balzac, Dumas, Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro, Garrett. Quando ocorreu a revolução de 5 de Outubro de 1910, Florbela está há dois dias com a família na capital, no Francfort Hotel Rossio, mas não se conhecem comentários seus à sua vivência deste dia.

Em 1930 Florbela começou a escrever o seu Diário do Último Ano, pubicado só em 1981. A 18 de Junho principiou a correspondência com Guido Battelli, professor italiano, visitante na Universidade de Coimbra, responsável pela publicação da Charneca em Flor em 1931. Na altura, a poetisa colaborou também no Portugal feminino de Lisboa, na revista Civilização e no Primeiro de Janeiro, ambos do Porto.

Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais em Outubro e Novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu o resto da vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa do suicídio. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8 de Dezembro de 1930. A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos.

A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por Apeles na hora do acidente. O corpo dela jaz, desde 17 de Maio de 1964, no cemitério de Vila Viçosa, a sua terra natal.

- Sonetos -

Princesa Desalento

Minh’alma é a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
… magoada, e polida, e sombria,
Como soluços trágicos do vento!

… frágil como o sonho dum momento;
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria:
Minh’alma é a Princesa Desalento...

Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavíssimo, que anseia,
Põe-se a falar de tanta coisa morta!

O luar ouve minh’alma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz à tua porta...


Teus olhos

Olhos do meu Amor! Infantes loiros.
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesoiros:
Meus aneis, minhas rendas, meus brocados.

Neles ficaram meus palácios moiros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus oiros
Que trouxe d’Além-mundos ignorados!

Olhos do meu Amor! Fontes... cisternas...
Enigmáticas campas medievais...
Jardins de Espanha... catedrais eternas...

Berço vindo do Céu à minha porta...
meu leito de núpcias irreais!...
Meu sumptuoso túmulo de morta!...


Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver, 
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa ...”
Quando me dizem isto, toda a graça 
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
“Ah ! Podem voar mundos, morrer astros, 
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ...”

Raimundo Fagner em soneto de Florbela Espanca




Imagem original: 

Imagem final: Ermitão do Giz


Amar e poetizar este amor, sempre é muito mais interessante...

Beijo no coração de todos e fiquem com Deus!

Beto Ribeiro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Magnetismo - Cura através do passe.

A técnica do passe.


Olá pessoal!!!
Hoje vou postar  um assunto bem interessante  sobre a força da energia.
Um pouquinho extenso, mas muito bom! Aproveitem.

Breve Conceito:
Quando duas mentes se sintonizam, uma passivamente e outra ativamente, estabelece-se entre ambas, uma corrente mental cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais o “ativo” exerce influência sobre o “passivo”. A esse fenômeno denominamos magnetização.
Assim, magnetismo é o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito, age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados.
A foto Kirlian concluiu pela emissão dessa energia, através das mãos do curador. Foi fotografada a energia brilhante que flui do curador para o paciente, o que indica que a cura envolve uma “transferência de energia do corpo bioplásmatico do curador para o do paciente.”
Temos, portanto, que o passe é uma transfusão de energia do passista e/ou espírito para o paciente. Pode-se dizer que é uma transfusão fisio-psíquicas, que resulta na troca de elementos vivos e atuantes, recurso fundamental para rearmonização do perispírito. Podemos dizer que o passe atua diretamente sobre o perispírito, agindo de três formas diferentes:

- Mecanismo de assepsia, na limpeza do campo vibratório do paciente para o recebimento de energias salutares. Facilitando até a maior absorção dessas energias.

- Revitalizador, compondo as energias perdidas.

- Dispersante - Eliminando os excessos e distribuindo de uma maneira igual os fluidos doados ao longo do campo vibratório e por todos os chacras.
Auxiliando assim, na cura das enfermidades, a partir do reequilibro do perispírito.

O Universo (visível e o invisível) trabalha num equilíbrio, num encadeamento perfeito, de uma harmonia sem par.

 Magnetismo - Foto Kirlian das palmas das mãos 


Com base nessa orientação, perguntamos:
O quê é saúde? O quê é enfermidade?

Definimos a saúde como sendo a harmonia perfeita entre o microcosmo e o macrocosmo, ou seja, entre nosso tônus vibratório ainda imperfeito com o tônus vibratório da natureza e do cosmos pela lei Eterna do Amor. Como o resultado de viver em completa harmonia, em completo acordo, com as Leis que regem o Universo, o Cosmo.
Leis Morais e Materiais, da Natureza. A mudança desse ritmo vibratório normal (ódio, egoísmo, amor próprio excessivo, gula, paixões inferiores etc.) produz um desequilíbrio, e é deste desequilíbrio que se origina a enfermidade. Este desequilíbrio pode ocorrer ao longo dos séculos, várias encarnações por onde o espírito deverá passar.
A Lei de movimento e evolução implica um sucessivo acondicionamento do ser humano (encarnado ou desencarnado) a uma contínua transformação, a qual se manifesta em todas as ordens da vida.
A vida é e será sempre uma perene, eterna e infinita potência criadora no Universo. À ela, se devem as formas de pensamento, as concepções humanas, que logo se materializam, se corporificam no plano dos sentidos físicos. 
Dessa forma, podemos assimilar a existência de modulações vibratórias que constituem a essência da vida, adquirindo diversas densidades de expressão entre o plano material e o plano espiritual. A vida é uma criação de Deus, e das Leis Cósmicas, e por isso, estamos intimamente ligados ao Todo. No físico ou denso, no sutil ou espiritual.
Esta mesma relação de continuidade opera-se com respeito aos elementos de nosso planeta, e olhando mais longe, vemos que se estende até às potências cósmicas, dentro da esfera do Universo. Traduzindo, portanto, em linguagem mais simples, o homem significa equilíbrio ou desequilíbrio das forças cósmicas, espirituais ou materiais, ou até melhor, o homem por ser livre poderá colaborar com a harmonia ou desarmonia onde estiver.
Forças que partem do sutil ao denso e do denso ao sutil. Assim, no que concerne à vida, os efeitos são a saúde ou a enfermidade. Chegados a este ponto, e compreendendo-o, destacamos que, uma pessoa pode estar fisicamente mal, quando seu mundo espiritual não está em harmonia, o que provoca o desequilíbrio (a enfermidade) físico por repercussão.
Com o tônus vibratório prejudicado, transfere-se ao corpo somático esta desarmonia que através dos maus tratos poderá encadear problemas inimagináveis.

OS PRECURSORES DO MAGNETISMO DE CURA:
Para compreendermos de maneira diferenciada, vejamos alguns dos principais precursores, na história do magnetismo e do passe.

PARACELSO - (1493-1541)
Seu nome era FELIX AURELIO TEOFRASTO BONBAST VON HODENHEIM.
Médico, antropólogo, teólogo e um grande médium. Na época denominava-se mago. Sem ter os conhecimentos científicos, hoje em voga, PARACELSO dizia que a NATUREZA era a autoridade suprema e que nela dever-se-ia buscar todas as verdades, porque a natureza, diferentemente do homem, não comete erros. Mostrava que o mundo natural é “algo mais” daquilo que se pode ver com os olhos, sentir com as mãos, pesar ou medir. Inclui uma variedade de influências sobre a vida dos seres humanos.
As coisas não são simples pedaços de matéria inerte: possuem propriedades ocultas que se fundamentam em um mundo invisível.
Afirmou que o homem possui em si mesmo um fluido magnético e que sem essa energia não poderia existir. Tratara-se de uma espécie de fluido universal que produz todos os fenômenos que observamos. Com base nestes conceitos afirmava que, como o homem emite e recebe vibrações, pode também emitir ou receber boas ou más vibrações.
PARACELSO foi um dos principais precursores do estudo do magnetismo animal, ainda que se considere MESMER, posterior quase dois séculos, como o pai da teoria do magnetismo. PARACELSO aplicava suas idéias à medicina afirmando que “o primeiro médico do homem é Deus”, autor da saúde, já que “o corpo não é mais que a casa da alma”.

VAN HELMONT - (1577-1644).
JUAN BAUTISTA VAN HELMONT.
Projetou nova luz sobre o magnetismo animal, tendo sido o mais importante continuador e discípulo de PARACELSO. Destacou clara distinção entre o que chamava magnetismo animal proveniente do corpo físico do homem (exterior), e as vibrações que emanavam do “homem interior”, de suas forças espirituais. A Igreja, como sempre, combateu os médiuns, e VAN HELMONT certa feita, respondendo a um jesuíta as críticas que o mesmo fizera a PARACELSO, atribuindo ao demônio as curas por ele efetuadas, expressou que os teólogos deveriam se ocupar com as causas divinas e os naturalistas com as causas da natureza, porque a natureza não havia escolhido os teólogos como seus intérpretes, e sim os seus filhos, os físicos e naturalistas. Afirmava Van Helmont, que os espíritos eram ministros do magnetismo.

MESMER - (1734-1815).
FRIEDRICH FRANZ ANTON MESMER.
Era médico. As curas magnéticas de MESMER provinham de uma tradição que reconhecia como expoente máximo PARACELSO. Sua teoria, com base na tese de doutorado apresentada em Viena em 1776, denominada de PLANETARUM INFLUXU (A influência dos planetas na cura das enfermidades), proposta esta que gerou polêmicas em torno do assunto.
A tese descrevia a influência dos planetas por intermédio de um fluido universal com poderes magnéticos sobre a matéria viva. Descrevia também o magnetismo animal, que existiria em duas formas opostas e tenderia a emanar dos lados direito e esquerdo do corpo humano. Explicava que a cura das enfermidades consistia na restauração do equilíbrio ou harmonia alteradas entre os dois fluidos.
Com base nestas teorias, MESMER construiu sua técnica terapêutica, utilizando a fixação dos olhos e os passes com as mãos. MESMER criou uma escola pelos métodos empregados, o MESMERISMO.
Sua teoria expunha e descrevia que um princípio imponderável atuava sobre os corpos; que em todo organismo vivente existe um fluido magnético, no qual circula uma força especial animando tanto o mundo orgânico como o inorgânico; que esse fluido se transmite, podendo revigorar os corpos debilitados; que as pessoas dotadas de grande vitalidade podem transmitir essa energia aos outros, se souberem dirigir essa mesma energia, utilizando a imposição das mãos.
Sobre as forças vitais, MESMER apoiou-se em WILLIAM MAXWELL, que em 1676, na sua obra MEDICINA MAGNÉTICA, afirma que a alma humana não está contida dentro dos limites do corpo e atua fora dele; que o corpo humano emite radiações, compostas de elementos imateriais, que são os veículos que transmitem a ação da alma e que contém forças vitais.
MESMER assegurava que dirigindo esse fluido segundo métodos corretos, poder-se-ia “curar imediatamente as doenças dos nervos e mediatamente as outras” e que “a arte de curar chegaria assim à sua perfeição última”. 
Acrescentava MESMER, que o organismo como um todo, age como elemento sensível e captor das energias fluídicas e qualquer desequilíbrio rompendo a harmonia entre o homem e o todo, gera a doença. Dessa forma, acrescentava, não haveria senão uma única doença, sob múltiplos aspectos, como, similarmente, não haveria senão um único remédio para todos os males: o magnetismo.

ROBERT FLUDD - (1629).
Afirmou haver obtido curas com água magnetizada.

PETÉTIN - (1744 – 1808).
Verificou que o paciente em sono induzido magnético podia chegar ao transe cataléptico e apresentar então transposição de sentidos (percepção deslocada dos órgãos materiais).

DIVERSOS.
Entre os estudiosos e pesquisadores, criaram-se ao longo do tempo escolas que se diferenciavam na arte e no processo de curas pela magnetização (Passes). A descrição de MESMER, que fez escola, de que existiriam duas formas opostas, no magnetismo animal, que tenderiam a emanar-se dos lados direito e esquerdo do corpo humano, denominou-se POLARIDADE DOS CORPOS.
Vários pesquisadores, tendo à frente H. DURVILLE, afirmavam que o corpo humano, como qualquer outro objeto, seria polarizado, ou seja o lado direito positivo e o lado esquerdo negativo. Que dessa forma não se poderia magnetizar indistintamente com a mão direita ou com a esquerda. No entanto, vários outros pesquisadores, como DU POTET, DELEUZE, GAUTHIER, BUÉ, BINET e FERÉ e inclusive a Doutrina Espirita, CONTESTAM as conclusões dos POLARISTAS, afirmando que a potência volitiva do magnetizador UNIFICA a ação radiante dos fluidos e a conduz com igual segurança ao paciente, de face, de lado, pelas costas, de perto ou de longe, através de um compartimento para outro, vendo ou não vendo o paciente. 
Todos, polaristas ou não, evidenciam um fato: a ação curadora do fluido magnético.
Verificando estas opiniões, vejamos: sabemos que o passe, ou melhor as emanações de energias se dão de perispírito a perispírito, e que este perispírito não esta circunscrito a uma área definida do corpo, senão em todo o corpo. Então poderemos dizer que ficamos com a contestação da Doutrina Espírita sobre estas opiniões.
Pois estamos doando energias boas ou más, sem sequer direcionarmos nossas mãos a lugar algum.

Para o estudo e a análise, por parte dos leitores interessados, endereçamos às seguintes obras:

MICHAELUS - MAGNETISMO ESPIRITUAL (FEB)
JOSÉ LAPPONI - HIPNOTISMO E ESPIRITISMO
ALLAN KARDEC - O LIVRO DOS MÉDIUNS
ALLAN KARDEC - OBRAS POSTUMAS ALLAN KARDEC - REVISTA ESPÍRITA
ALLAN KARDEC - (03.10.1804/31.03.1869)


A Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, veio trazer luzes às trevas do conhecimento humano.
Sua missão, bem como a dos espíritas em geral, é a de contribuir para o aprimoramento dos espíritos, encarnados e desencarnados, com o fim de libertá-los da ignorância e da superstição. Racionalizando a fé, conduz o ser à certeza, à convicção das Leis Imutáveis que regem a Vida, Leis essa que emanam de Deus, Causa Primeira e Inteligência Suprema do Universo, enfim, ao conhecimento integral da Verdade.
“Conhecereis a Verdade e ela vos libertará”, afirmou Jesus há quase 2 milênios.
No que tange às curas, ao passe, a Doutrina dos Espíritos, fruto da interação entre encarnados e desencarnados, hoje aliada às inúmeras pesquisas científicas em todo o planeta, veio demonstrar a existência do perispírito, estabelecendo sua origem, suas propriedades e suas funções; veio estudar a propriedade dos fluidos, bem como a ação desses mesmos fluidos sobre a matéria.
Allan Kardec, para codificar a Doutrina, criou e estabeleceu uma metodologia científica, que até o presente momento serve de parâmetro para todos os pesquisadores sérios:

1. Localizar e descobrir o fenômeno;
2. Observar e conhecer o fenômeno na sua manifestação;
3. Provar e comprovar que o fenômeno existe, e 
4. Estudar, conhecer e formular as causas e o mecanismo desses fenômenos.

Prof. Luiz Eduardo O. Ferreira.

Imagens originais: www.google.com.br
imagens finais: Ermitão do Giz.

Viram que assunto interessante?!
Pois então, depois volto trazendo mais coisas sobre este mesmo assuntos.

Beijo grande no coração de todos, fiquem com Deus!

Beto Ribeiro.