quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A massagem da saudade!

Olá pessoal!!!

Sou pessoa de poucas saudades, porque sempre gostei de viver o presente intensamente, seja que época for, mas intenso o momento tem que ser, com paixão!
Porém, acordei meio assim, sentindo falta de um lugar muito distante, uma cidade que não mais existe em minha visão,  um lugarejo que me fiz gostar de guardar dentro do peito, de uma rua sem asfalto, onde podia andar de casa até o armazém, e comprar balas mexendo naqueles baleiros que rodávamos, que o acúcar vendido, não era em saco fechado, ficava bem pertinho dos nossos dedos, como núvens que poderíamos tocar e levar o ceu até nossa boca, e sorrir deliciosamente depois, com a travessura infantil.
Lugar que guardo em cor sépia, contudo, multicolorido na memória, de quando brincava no quintal com o verde lindo do abacateiro gigante, pé de guando - um tipo de ervilha que faz-se tal feijão -, jambo, carambola, manga... caramba sinto o cheiro agora!!!

Tempos difíceis, mas que para uma criança eram mais que maravilhosos.
Um cicle de um lado, uma igreja católica atrás de casa, que dava para subir e chegar até lá por um barranco rsrs, uma igreja evangélica em frente, do outro lado da rua, uma policlínica ao lado esquerdo, e um monte de amigos que nos ajudavam em momentos complicados, mas que para mim, mágicos na lembrança.
Um barquinho verde em minha visão era tudo de bom, mas nos tirou da enchente, assolante nos idos de 1968, eu era quase bebe, mas lembro, deveria ter uns 5, onde a preocupação maior era com os dois cachorros pastores, Rint e Lasse, amigos inseparáveis, de inúmeras histórias.

Minha mãe guerreira, saía em busca do sustento, e esperávamos naquela ansiedade de matutos, a sua chegada.
Oba!!! Quantas maçãs e peras trazidas de Niterói. E nós cinco em volta daquela mesa, para comer biscoito de bichinho, horríveis por sinal rsrsr, mas que para mim eram os melhores, e que de uma forma meio estranha, me ensinaram quais bichos eram aqueles. kkkkk

Ah, a compra do bendito conga! kkkkk
A medida do pé era tirada com barbante branco, porque lá o pé não tinha número, tinha irmão que passava de um para o outro, e tudo era fantástico.
Não tinha ônibus a todo momento, tinha marinete de tantas em tantas horas, tinha ficha colorida, tipo biscoito maisena, redonda, sextavada, quadrada... felicidade malocar uma, mas impossível, eram entregues na saída da condução kkkkk.
E a poeira então, era nossa cortina, que ao sumir devagar, nos mostrava o sonho de ver o outro lado da rua como se fosse aquela a primeira vez.

Que maravilha, hoje, foi ver essas fotografias antigas dos meus pais, um que nem conheci, e outro que me fez tornar a lembrar que vida linda tem sido esta!

Marina e Carlos Ribeiro - meus pais - 1952


Carlinho e seus amigos - 1948


Meu pai e o cachorro que nem sei quem foi. rsrrss


Carlos Ferro Ribeiro - 1948.  Queria tê-lo conhecido.

Esse lugar não é o mundo de maravilhas de Alice, nem de OZ, mas é o meu Rio do Ouro, pertinho de Itaipú em Niterói - RJ, eternizado dentro do peito, que sinto a cor e o cheiro através de poesia que me faz vibrar e voltar a sorrir.
É... dizem que quando sentimos falta de alguma coisa desse tipo, infantil, é porque estamos ficando velhos. rsrsrsr Será?!
A maturidade doi as vezes, mas massageia o coração de maneira como só o amor o faz.

Beijo no coração e que Deus abençoe a todos.

Beto Ribeiro 

sábado, 11 de setembro de 2010

Que venham as crianças!!!


Crianças!!!!!


"Ainda que eu falasse a língua dos anjos, que eu falasse a língua dos  homens, sem amor eu nada seria..."
I Epístola do Apóstolo Paulo aos Corintios, cap. 13.

"Vinde a mim as crianças, porque delas será o reino do ceu."
Jesus Cristo.

Deixe que eu adquira mais conhecimento, com a troca nas manhãs de sábados, com as crianças da evangelização infanto-juvenil.
Beto Ribeiro.
kkkkkkkkkkkkkkk

Olá pessoal!!!!!

E então, depois de semana quente de afazeres diversos entre artes e pães, adoro refazer minhas energias de uma maneira diferente, trabalhando em uma coisa que me dá muito prazer, na evangelização Infanto-juvenil do GEPA.

Como já disse em outros posts, sou espiritualista e faço parte do GEPA - Grupo Espiritualista Pescador de Almas, em Niterói/RJ, e todos os sábados pela manhã, nos reunimos para colocarmos em prática tudo aquilo que nós evangelizadores traçamos como meta durante a semana, para ser apresentado e estudado junto às crianças.
Estas crianças não vem do além, ou aparecem por acaso, kkkkkkkk elas são filhos, netos, sobrinhos, enfim, são crianças que os seus responsáveis fazem o curso de médiuns neste mesmo horário, e elas por suas vez,  fazem a evangelização em um outro setor da casa.

Adriana, Izabella, Irlene, Camila e eu, procuramos de uma maneira carinhosa, trabalhar uma troca de conhecimentos com essas crianças, discutindo temas atuais de acordo com suas faixas etárias, e de acordo também com o cotidiano de cada uma delas, entendendo assim, que nunca poderíamos evangelizar sem que elas nos permitam, e mostrando a cada uma que a evangelização não é feita somente com o que está escrito, mas principalmente com o que está sendo vivido por cada um de nós, em suas casas, escolas, clubes, enfim, em seus lugares de origem.
E só dá muito certo, porque temos nós cinco, um grande carinho uns com os outros, dentro e fora deste local de trabalho, nos comunicando,  pedindo opiniões, nos questionando e escolhendo sempre a melhor opção para que o desempenho seja satisfatório a todos. E o resultado dessa coisa toda, é maravilhoso!

Eu costumava escutar de um familiar este ditado: "Quem não vive para servir, não serve para viver." E é bem verdade, pois, muitas vezes consigo me ver no olhar daquelas pessoinhas, - incluindo as minhas filhas - de como me fez falta um aprendizado direcionado quanto às maneiras de comportamento ante a uma religão, ou a religação com um mundo desconhecido, de uma forma mais calma e atraente, como tentamos fazer, seguindo sempre os ensinamentos cristãos, e usando o que de mais puro pode se ter, as palavra vindas de dentro de cada um, do coração, plasmando de verdade os fluídos a nós agraciados pelos amigos espirituais, os quais ajudamos, e somos ajudados permanentemente.

É muito bom sermos úteis em todos os instantes de nossa existência terrena, e nos tornarmos a cada sábado, apenas aprendizes experientes na troca e no auxílio de uma coisa maior, um amor fraterno incomum, e tentando mostrar a cada criança, que não importa a religião que se seguirá mais tarde, mas sim o que cada uma delas carregará na mente e no seu coração, para serem bons homens e felizes, em qualquer lugar que pisem, com a graça de Deus.

Vejam as fotos, que barato!!!!

Irlene e Adriana

Irlene, Adriana, Camila e Izabella

Graciete, e os falangeiros do bem. rsrsrs

Camila

A turma do barulho. rsrsrs

O lanche!!!!

Muito legal!!!

Olha eu aí gente!!!!

É isso aí galera!!!!

Beijo grande no coração de todos e, acreditem, se doar, mesmo que um pouco é compensador! rsrsrs

Fiquem com Deus!!!!

Beto Ribeiro 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Som interior.


Silêncio alto!


Na crença em existência superior,
me fiz guardar pra ti o melhor do meu silêncio,
que a cada olhar transmito em doses homeopáticas,
em curas diárias às carnes marcadas pela chibata do tempo
sobre o lombo quente cortado pela solidão.

Seguro com firmeza o silêncio do querer,
transmito com clareza
em flash de plasma materializado em lágrima,
em instantes destemperados na ânsia do reconhecer,
transfiguro os valores adquiridos com o tempo
em mesquinhas manobras de vontades,
em minúsculos "te tocar",
em encontros incertos de dias sem ser,
e o silêncio a corroer a mansidão do pequeno
objeto avermelhado em meu peito doído e doido,
louco por saber de ti, em silêncio diferente.

Como é alto o som desse eco abafado pelo calor
de corpos que nunca se cruzaram em batalhas de amor,
como é quente esse suor ressequido,
nas mãos que se tocam em simples como vai,
como é forte a dor abdominal, em suas aparições,
com sorrisos de tudo bem,
como é duro tentar ser adulto, na mais tentadora forma infantil
de querer voltar pelo menos vinte e tal tantas vezes,
como é simples gostar de gostar,
querer crer, que querer é ter.

Transformo então vontades em linhas,
querer em formas escritas e desenhadas,
abraços em livros, beijos em caixas vermelhas,
para que eu entenda que a oportunidade
de um reencontro astral é dada, mas também é mostrado o limite
de silenciar alto, de falar olhando e de guardar no peito
a vontade de te ver diariamente, e matar o meu querer voador
sem espadas ou cartolas tristes,
de onde nunca irá sair qualquer coelho alado,
e poder oferecer a ti, aquelas rosas azuis.


Olá pessoal, essa é uma das minhas maneiras de presentear a todos aqueles que por vezes, falam sem pronunciar uma só palavra, dedicam carinho sem que seja percebido, e se fazem amigos e irmãos sem que isso seja uma forma de violar a individualidade de cada um em seus quadrados. hehehe

Valeuuuu!!!

Beijo grande no coração de todos, fiquem com Deus e ótimo feriado!

Beto Ribeiro

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Chacra, o que é?


Os Chacras.


A palavra chacra ou chakra vem do sânscrito (língua indo-européia; até hoje é a língua institucional da Índia) e significa roda, disco, que funcionam como vórtices ou redemoinhos de energia vital; espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. São, desta forma, centros suprafísicos através dos quais as energias dos diferentes campos são sincronizadas e distribuídas ao corpo físico. São transmissores e receptores de energia.


Além do duplo etérico, eles são ativos também em outros níveis energéticos como no nível astral, no nível mental e, até certo ponto, nos níveis mais elevados, nos quais desempenham diferentes papéis. São denominados efetivamente de "Chacras" na atuação no duplo etérico, onde funcionam como instrumentos para a concentração de energia no corpo e representam papel essencial na saúde e na doença. Suas principais funções são absorver e distribuir o prana ou energia vital ao corpo etérico e, através deste, ao corpo físico.

Como dissemos, no formato, lembram uma roda cujo centro funciona como um eixo, em torno dos quais giram estruturas em forma de pétalas – na literatura indiana os chacras são chamados de lótus porque têm a forma dessa flor e porque possuem uma raiz que os liga energeticamente à coluna vertebral e ao sistema nervoso. 

São sete os principais chacras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça. 


Cada um destes chacras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade e cada um corresponde a uma das sete principais glândulas do corpo humano e se ligam a certos órgãos do corpo físico.

Os chacras que se situam na superfície do corpo etérico (duplo etérico), variam bastante quanto à tonalidade, luminosidade, tamanho, rapidez de movimentos, ritmo e textura, alguns sendo mais finos e outros mais grosseiros, dependendo do temperamento e do estado de saúde do indivíduo (modificada, como já se descobriu na ciência terrestre, pela atuação de seu psiquismo). Por isso, o processo do adoecer é, para os videntes e clarividentes, bem visível nos chacras, uma vez que não apenas rompe seu movimento harmônico como também altera a textura de seus componentes.

Assistam a este vídeo, no link abaixo, é muito bonito, vale a pena!
http://www.youtube.com/watch?v=gEFM6QT0vzU


Imagens: www.google.com.br / vídeo: www.youtube.com
Obs: As imagens deste post, foram trabalhadas para melhor visualização dos leitores.


É isso aí pessoal, espero que tenham gostado, para quaisquer outros esclarecimentos, é só deixar um comentário que responderei com muito prazer.

Beijo grande no coração de todos e fiquem com Deus!

Beto Ribeiro.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Chuta que é Macumba!!! [Editado]

Chuta que é Macumba?!


imagem - www.google.com.br



Olá pessoal!!!!
Quanto tempo que não coloco nada por aqui, mas o motivo foi justo, muito trabalho!!!
Ainda bem né? Vamos lá.

Quem nunca ouviu uma frase assim: "Chuta que é macumba!!!" kkkkk
É, isso virou uma exemplificação de tudo que é ruim, é macumba, correto?
Durante muito tempo, se marginalizou todo aquele que não participava de alguma religião mais ortodoxa, ou seja Católica ou Evangélica, e muitas vezes falávamos - eu também - até que éramos católicos por força do hábito, mesmo não tendo feito a tal primeira comunhão no catolicismo, ou o batismo nas águas do senhor, em igreja evangélica.
Hoje em dia, ninguém esquenta mais a cabeça com esses adjetivos, que antes tinham sentido meio marginal, mas que agora parece até dar um certo status de intelectualidade em se dizer espírita, pois que seja assim, sem preconceito.
Contudo o que é ser espírita, espiritualista ou até macumbeiro?
Existe uma grande diferença entre estas palavras e doutrinas.

Ser macumbeiro qualquer pessoa pode ser, basta que participe de uma roda samba, onde tenha algum atabaque, reco-reco, ou qualquer outro instrumento de percussão. kkkk
Macumbeiro, que palavrinha forte né? Ela vem dos cultos africanos antigos, onde se fazia uma cantoria e um baticum muito alto como forma de oração, catalizando e fortalecendo estas orações, de forma a que fossem atendidas pelos seus orixás.
Muito utilizado pelo negros escravos africanos, em solo brasileiro.  

Ser espírita, é todo aquele que estuda e pratica os ensinamentos Kardeciano, Kardequiano ou Kardecista,  termos esses usados aos estudiosos e praticantes da doutrina codificada por Alain Kardec.
Esta doutrina está codificada em 5 livros básicos: O ivro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, O Evangélio Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênesi.
São livros que nos ensinam o que é o espírito dentro de um corpo físico, utilizado tipo escafandro, limitando e protegendo para um aprendizado em várias encarnações diferentes, como forma de resgate e evolução aos mundos melhores do que este plano em que vivemos.





E ser espiritualista é todo aquele que acredita nos espíritos, podendo praticar o Espiritismo, a Umbanda, ou outras tantas religiões que utilizem as forças da natureza como um dos recursos ao bem comum, ou não.
Quem nunca ouviu falar de Ogum, Oxóssi, Oxum, Iemanjá e tantos outros orixás?


Ogum - Orixá que manipula as forças do metal e das armas.


Oxóssi - Orixá que detém o conhecimento das matas e caças.


Oxum - Orixá referente as água doces, dos rios e cachoeiras.


Iemanjá - Orixá dos mares, água salgada.

Então... esses orixás, são forças da natureza que interagem com o ser encarnado neste plano, e no plano astral com os desencarnados.
Para os que não entendem muito bem isso, espelhem-se no filme Avatar, quando eles subiam nos dragões alados e se juntavam para voar, se tornando uma única forma de vida, ou quando pediam a árvores das almas proteção e ajuda, isso é interagir, isso é fé e também religião.

Ao longos de quarenta e poucos anos de prática espiritualista, muitos destes na Umbanda, no Candomblé e no Kardecismo, adquiri alguns poucos conhecimentos de como me sentir bem dentro de cada uma dessas práticas, e como tentar me fazer melhor e estender isso aos outros que me cercam.
Uma batalha duríssima, um vai e vem de sentimentos, muitos karmas e poucos darmas, muita leitura e tentativas de prática ao bem e vigilância ao mal, fé renovada dia após dia, quedas constantes e limpeza da poeira diariamente.
Sabedor de que sei menos do que poderia querer, muito pouco do que poderia um dia almejar para quando precisar partir deste plano, e ser merecedor de um futuro melhor, me leva a não desistência, pois, nunca poderia desistir do espírito que me é por Deus dado como um presente, dos tantos outros espíritos encarnados e desencarnados que me ajudam na troca de conhecimento e trabalho, e de mais tantos outros também que mesmo sem praticar nenhuma destas religiões, me auxiliam na caminhada diária.
Como então desistir?

É pessoal, dentro ou fora destas doutrinas, somos todos espíritos com um corpo físico, e não o contrário, por conta disto, tentemos então melhorar por dentro primeiro e aí sim, olhar o lado de fora como uma extensão do plano divinamente a nós, colocado como moradia para seguirmos sempre brilhando em busca do amor puro, como forma de viver.
Eu me sinto bem mais feliz em crer, que após o desencarne veremos que no plano astral não existe nenhuma religião para margear tipos ou maneiras de se portar, apenas haverá sim, a prática simples e pura do que adquirimos com a nossa passagem por aqui, o bem ou o mal, dentro sempre das consequências dos atos praticados por cada um e da misericórdia imensa do Pai criador.

É isso pessoal, vale sempre a pena exercer o bem, receber nem sempre é o primordial, mas ter uma mente aberta aos conhecimentos que nos são passados de diversas maneiras, seja através da religião ou do trabalho comum, do amor simples ou torto, do sim ou do não, mas sempre na forma de presente divino.

Beijo no coração de todos e fiquem com Deus.

Beto Ribeiro.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ser Pai...

O que é ser pai?


Um dia acordei e recebi uma notícia. Eu seria pai pela primeira vez.
Choque? Não. Sem reação, a alegria era tanta que superava qualquer aparente sentimento de estampa em minhas faces, bobonas de nem mesmo saber como reagir a tal comunicado.
E o ser foi se formando em seu mundinho de água e sais, a cada palavra minha de fora daquele lugar, ela reagia se mexendo instantaneamente, me contorções adoráveis a cada momento que eu parava de falar, de cantar ou de chamá-la de princesinha.
Sim princesinha, porque sabia ser menina, sem nome ou rosto, mas, menina.
Durante o tempo que cresceu no ventre da mãe, conversas longas tivemos, piadas, sacadas, brincadeiras, e o temor da falta de referências de ser pai.
Ser um modelo, não para ela, porém, para mim mesmo, o cara sem privilégio de tal sabor durante os seus trinta e tal, e constantes grilos de aflição, nos pensamentos do Beto filho, querendo ser Beto pai.
Então ela chegou. Linda? Karaka!!! Era normal!!!!
Mas infinitamente maravilhosamente minha princesinha Thaís.
E como não chorar, minha reação foi imediata, ao pegar no colo e retomar uma vida pausada por um tempo reencarnatório da sabedoria divina.
Thaís, Tatis, Princesinha, Perereca, tantos nomes, mas um único amor, uma única forma de traçar seus passos pastorando seus caminhos, com interferências mínimas, para não arranhar o brilho da peça dourada que a mim foi entregue em puro sentido de guarnição.
Minha primeira filha, e agora? Como dar molde a essa maravilha que veio até mim, na busca de uma companhia aos meus ensinamentos acordados comigo, talvez no além?
É... Robertinho churrasquinho... rsrsrs
Quanto trabalho em levar ao jazz, fazer comida preferida, pentear o cabelão, quanto choro e resposta pronta, "beleza doi.", e tudo terminava em grandes brincadeiras.




E o presente duplicou, veio a minha caçulinha Marina, Putuca, Bebezinho...
Na tentativa de fazer igual, me perdi muitas vezes, sem perceber que jamais poderia traçar a mesma estratégia, o mesmo modelo, o mesmo caminho, mas sempre colocando o mesmo carinho.
Que pessoinha diferente, meiga, mel puro, de adocicado carinho espontâneo e presente, em demonstrações explícitas de como queria ser amada.
Gargalhada sem igual, desde bebê, inconfundível bico de mau-humor, na mas pura troca imediata pela tal gargalhada. kkkkkk
"Quero ser desenhista igual a você pai." Momentos mágicos ao ouvir certas afirmativas, de um eu te amo pai, ou abraços infinitamente adoráveis, nas horas mais singulares.
Meu aprendizado constante, me diz que estou ainda longe do pai ideal, mas o esforço é diário, para alcançar uma pequena porcentagem de acertos, os quais possam conduzí-las ao bem, ao caráter reto, ao cultivo de coisas boas, e a busca sempre do amor incondicional.
Meus erros, talvez sejam muitos, mas tenho plena consciência que o amor inteiramente e diariamente doado a elas, me torna o pai que eu queria um dia ter podido viver em momentos mágicos, de brigas e sorrisos, mágoas e perdões, mas, amizade e cumplicidade até o final desse caminho.




Dedico esse pedacinho da minha experiência de pai, aos meus vários amigos, amigas e filhos agregados por afinidade ou presente divino, que tem ou não esse privilégio de ter pessoinhas chamando por cada um deles, em vários momentos, com essa palavrinha adorável.


Beijo no coração de todos e fiquem com Deus.

Beto Ribeiro

domingo, 1 de agosto de 2010

Como um Girassol...

Soneto ao Girassol...



Quanta importância deste ao mero acaso
em andar por ruas virgens, sem ver que
em cada ponta de calçada
estava alguém a te esperar,

quantas vezes viu sem olhar
as pedras estampadas em meio-fios,
a impedirem seu caminhar que
em tropeços passava sem me ver.

E no final era amarelo
era belo, sereno e alheio
o espectador solitário

que ao passar se enchia de forças
e estufava o peito dizendo aos prantos:
- Me perceba, sou eu, o girassol. 


Beijo grande e fiquem com Deus!

Beto Ribeiro