Olá pessoal!!!
Sou pessoa de poucas saudades, porque sempre gostei de viver o presente intensamente, seja que época for, mas intenso o momento tem que ser, com paixão!
Porém, acordei meio assim, sentindo falta de um lugar muito distante, uma cidade que não mais existe em minha visão, um lugarejo que me fiz gostar de guardar dentro do peito, de uma rua sem asfalto, onde podia andar de casa até o armazém, e comprar balas mexendo naqueles baleiros que rodávamos, que o acúcar vendido, não era em saco fechado, ficava bem pertinho dos nossos dedos, como núvens que poderíamos tocar e levar o ceu até nossa boca, e sorrir deliciosamente depois, com a travessura infantil.
Lugar que guardo em cor sépia, contudo, multicolorido na memória, de quando brincava no quintal com o verde lindo do abacateiro gigante, pé de guando - um tipo de ervilha que faz-se tal feijão -, jambo, carambola, manga... caramba sinto o cheiro agora!!!
Tempos difíceis, mas que para uma criança eram mais que maravilhosos.
Um cicle de um lado, uma igreja católica atrás de casa, que dava para subir e chegar até lá por um barranco rsrs, uma igreja evangélica em frente, do outro lado da rua, uma policlínica ao lado esquerdo, e um monte de amigos que nos ajudavam em momentos complicados, mas que para mim, mágicos na lembrança.
Um cicle de um lado, uma igreja católica atrás de casa, que dava para subir e chegar até lá por um barranco rsrs, uma igreja evangélica em frente, do outro lado da rua, uma policlínica ao lado esquerdo, e um monte de amigos que nos ajudavam em momentos complicados, mas que para mim, mágicos na lembrança.
Um barquinho verde em minha visão era tudo de bom, mas nos tirou da enchente, assolante nos idos de 1968, eu era quase bebe, mas lembro, deveria ter uns 5, onde a preocupação maior era com os dois cachorros pastores, Rint e Lasse, amigos inseparáveis, de inúmeras histórias.
Minha mãe guerreira, saía em busca do sustento, e esperávamos naquela ansiedade de matutos, a sua chegada.
Oba!!! Quantas maçãs e peras trazidas de Niterói. E nós cinco em volta daquela mesa, para comer biscoito de bichinho, horríveis por sinal rsrsr, mas que para mim eram os melhores, e que de uma forma meio estranha, me ensinaram quais bichos eram aqueles. kkkkk
Oba!!! Quantas maçãs e peras trazidas de Niterói. E nós cinco em volta daquela mesa, para comer biscoito de bichinho, horríveis por sinal rsrsr, mas que para mim eram os melhores, e que de uma forma meio estranha, me ensinaram quais bichos eram aqueles. kkkkk
Ah, a compra do bendito conga! kkkkk
A medida do pé era tirada com barbante branco, porque lá o pé não tinha número, tinha irmão que passava de um para o outro, e tudo era fantástico.
A medida do pé era tirada com barbante branco, porque lá o pé não tinha número, tinha irmão que passava de um para o outro, e tudo era fantástico.
Não tinha ônibus a todo momento, tinha marinete de tantas em tantas horas, tinha ficha colorida, tipo biscoito maisena, redonda, sextavada, quadrada... felicidade malocar uma, mas impossível, eram entregues na saída da condução kkkkk.
E a poeira então, era nossa cortina, que ao sumir devagar, nos mostrava o sonho de ver o outro lado da rua como se fosse aquela a primeira vez.
Que maravilha, hoje, foi ver essas fotografias antigas dos meus pais, um que nem conheci, e outro que me fez tornar a lembrar que vida linda tem sido esta!
Marina e Carlos Ribeiro - meus pais - 1952
Carlinho e seus amigos - 1948
Meu pai e o cachorro que nem sei quem foi. rsrrss
Carlos Ferro Ribeiro - 1948. Queria tê-lo conhecido.
Esse lugar não é o mundo de maravilhas de Alice, nem de OZ, mas é o meu Rio do Ouro, pertinho de Itaipú em Niterói - RJ, eternizado dentro do peito, que sinto a cor e o cheiro através de poesia que me faz vibrar e voltar a sorrir.
É... dizem que quando sentimos falta de alguma coisa desse tipo, infantil, é porque estamos ficando velhos. rsrsrsr Será?!
A maturidade doi as vezes, mas massageia o coração de maneira como só o amor o faz.
Beijo no coração e que Deus abençoe a todos.
Beto Ribeiro































